domingo, 20 de abril de 2014

Meu erro

Claire!
Sim, este é o meu nome. Era eu
quem Leon estava chamando.
Aquele tom de voz preocupado e
desesperado saia de sua boca por
minha causa. Todos os disparos de
sua pistola atingiam a criatura por
esta ter me deixado no chão,
sangrando, morrendo.
Claire!
Sua voz parecia estar mais distante
assim como o som dos passos dele
vindo até mim. Não tinha muito
tempo, esta seria minha única e
última chance de contar a ele. De
lhe dizer tudo o que sentia ao vê-lo.
De fazê-lo saber de como este
homem era especial para mim.
Aquele pensamento era o único
presente em minha cabeça. A única
coisa que queria fazer naquele
momento de desespero, não
somente meu, mas também desse
homem segurando em minha mão
pedindo ajuda.
Aguente firme!
Novamente escutei sua voz, parecia
estar tão longe apesar de ele estar
bem ao meu lado. Não tinha mais
muito tempo. Eu tinha que contar.
Aquele era definitivamente o agora
ou nunca. Apertei sua mão entre
meus dedos com toda a força que
tinha, usando a pouca energia que
ainda me restava para chamar sua
atenção. Minha visão havia
escurecido, mal podia vê-lo e saber
se olhava para mim. Tudo o que
consegui identificar naquela
escuridão fora seu formato corporal.
Leon era um homem forte e muito
bonito. Tentei gravar seu rosto em
minha mente, sua expressão séria,
seu olhar profundo, seu sorriso raro.
Claire?
Ele percebeu. Aquela era a minha
chance. Minha última chance. Abri
minha boca para falar. Minha voz
não saia. A dor era insuportável, mal
conseguia mover meus lábios para
tentar me comunicar. Ao invés da
frase simples e de um significado
tão belo, da minha garganta saiu um
som no qual até eu própria
estranhei. Parecia ser uma espécie
de grito preso tentando esforçar-se
para escapar.
Eu não consegui. Eu falhei.
Não neste exato momento. Não no
meu leito de morte. Eu falhei há
muitos anos. Há muito tempo. Eu
deveria saber que isso um dia
aconteceria. Eu deveria ter
aproveitado o tempo que tive ao
invés de tê-lo jogado fora o adiando,
adiando, adiando. Sempre
acreditando que o veria de novo e
algum dia teria coragem de contar a
ele.
Como fui idiota ao pensar nisso.
Vai ficar tudo bem, fique calma.
Gostaria de poder acreditar nas suas
palavras, gostaria de pensar positivo
e que realmente tudo fosse
melhorar, mas eu sabia que isso não
era verdade. Ele mentia. Pude sentir
a insegurança no que dissera, era
tão evidente quanto seu tom de voz
mais elevando e tão perceptível
quanto a sua pressa também
expressa através dela.
A mão que o segurava estava
começando a perder a sensibilidade,
estava ficando cada vez mais difícil
de sentir sua presença. Escutar o
que ele dizia se tornava uma tarefa,
antes simples, quase impossível.
Aos poucos eu começava a me
sentir separada dele e do resto do
mundo enquanto agonizava nos
braços daquele homem, engasgada
em meu próprio sangue numa busca
desesperada pelo oxigênio.
A minha vontade de viver estava
clara como a luz do sol que se
recusava a iluminar naquele dia
chuvoso. Engraçado como este
clima combinava tanto com meus
sentimentos, era como nos filmes,
mas diferente da maioria que
possuía um final feliz. Este seria o
meu triste destino, partir daqui sem
ter a maravilhosa experiência em ter
a pessoa que eu mais amava ao meu
lado.
Posso ser considerada durona
demais para querer esse tipo de
compromisso e admito, eu realmente
não queria por puro medo de perder
essa pessoa especial, por medo
dela não ser o que eu imaginava,
uma desilusão. Agora meu maior
temor era nunca passar por essa
vida amorosa. Até este exato
momento, não fazia ideia de como
isso faria falta para mim. Se eu
tivesse tentado, pelo menos...
Claire, eu...
Senti seus dedos percorrendo minha
bochecha e deslocando os fios de
cabelo presentes em meu rosto,
minha reação foi fechar os olhos. O
que tentei demonstrar ainda não sei,
minha falsa calma perante a
situação na qual me encontrava,
talvez? Momentos depois, tornei a
abrir meus olhos novamente,
estavam levemente arregalados de
surpresa e não somente de medo
como antes. Na verdade, aquilo que
Leon acabara de me dizer havia, de
certa forma, apaziguado meu
coração partido.
Pelo que narrei, posso aparentar ter
sentido tristeza, todavia tudo o que
sentia era puro desespero.
Sentimento esse que infelizmente
não se fora até meu coração parar
de funcionar junto com todo meu
organismo agora isento de sua alma,
nem mesmo aquela frase, a última
que escutei em minha vida na qual
ficaria marcada em mim para
sempre foi capaz de acabar com ele.
Claire, eu te amo...

Gente, eu sei que essa fanfic LeonxClaire não tem nada a ver com o blog mas eu precisava postar aqui para um amigo. Não se preocupe eu vou continuar o Valenfield Diary normalmente para vocês. Beijinhos!

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Noite de ''amor''

P.D.V. Chris


O dia já estava amanhecendo e podia-se ouvir ao longe os pássaros cantando e a buzina dos carros na avenida.
Na noite passada, eu tinha lido a carta secreta de Jill e deitei-me sobre a cama, chorando muito e soluçando bastante. Não sei como isso aconteceu, mas dedos delicados afagaram meu rosto e limparam minhas lagrimas, mas o estranho era que não tinha ninguém além de mim no quarto.
Depois de um tempo, recebi um beijo de lábios macios e imediatamente dormi.
Acordei com o meu celular vibrando e tocando. Era Claire. Tinha milhares de chamadas perdidas dela e de Barry. Atendi o celular e Claire estava quase gritando e soluçando baixinho.
- Aonde você ta Chris?
- To na casa de Jill.
- O que você ta fazendo ai?
- Estava vasculhando um pouco.
- Achou alguma coisa de interessante?
- Sim.
- O que?
- Uma carta escrita por Jill.
- E dizia o que?
- Que ela me amava.
- Disso eu já sabia.
- E por que não me contou nada?
- Porque ela era minha melhor amiga e me pediu para que eu guardasse segredo.
- Ta bom Claire. Posso passar o dia com você?
- Pode não, deve! Eu e Barry precisamos conversar com você.
- Ok, só vou tomar um banho e já vou. Tchau.
- Chris?
- Fala Claire.
- Toma cuidado por favor.
- Tá bom maninha. Vou ter.
- Ok, tchau.
- Tchau.
Coloquei o celular em cima do criado mudo e fui até o armário pegar uma toalha limpa, todas tinham o cheiro de rosas e lavanda... O mesmo cheiro de Jill.
Minha cabeça já estava quase explodindo. Tudo que eu fazia envolvia ela. Isso já estava me matando por dentro.
Peguei a toalha e fui para o banheiro, fiz tudo o que precisava fazer e dirigi até a casa de minha irmã. Chegando la, fui recebido por uma Claire pálida, com muitas olheiras e com olhos muito vermelhos.
- Chris...
Ela me abraçou forte e começou a chorar em meu ombro, minha camisa já estava ficando encharcada com o rio de lágrimas que minha irmã estava derramando.
- Ela está assim desde que descobriu o que tinha acontecido - Falou alguém com a barba e cabelo vermelho e voz grossa, que logo percebi que era Barry. - não consegui fazer ela parar.
- Obrigada Barry, você fez o que pode.
O ruivo concorda com a cabeça e senta no sofá para assistir a cena.
Afasto o rosto de Claire e fico a encarando com o senho fechado.
- Claire, pare de chorar.
-  Não tem como Chris. Eu perdi minha melhor amiga! Não tem como eu ficar alegre.
-  Eu também perdi minha melhor amiga, mas nem por isso eu estou me derretendo em lágrimas.
- Você é um idiota que tem o coração de pedra. Você não sabe se cuidar e muito menos cuidar de outra pessoa! Você é um MERDA!
Fiquei com raiva, não aguentei e dei tapa na cara de Claire. Ela caiu no chão e me olhou com cara de espanto. Barry rapidamente me pega pelo colarinho e me prende na parede.
- O que deu em você? Esqueceu que ela é sua irmã?
Ele me deu um soco super forte no meu rosto e pude sentir o sangue fresco escorrendo de meu nariz. Me senti muito idiota. Primeiro, não consegui proteger minha parceira e melhor amiga. Depois, eu bato na minha única e querida irmã. Como ela disse, eu sou um merda...
Barry me joga no sofá e ajuda Claire a levantar. Ela estava chorando muito e caminha ate o seu quarto. Meu amigo me encarou com o olhar de ‘’que vergonha!’’ e foi falar com minha irmã.
Fiquei sentado no sofá por um tempo, refletindo o que tinha acontecido de um tempo para cá. Assim que percebi que acabei, andei até  meu quarto. Pude ouvir ao longe, os soluços de Claire e a voz rouca de Barry consolando a garota. 
Minha consciência ficou pesada, então resolvi que não conseguiria ficar em casa depois de tudo que aconteceu. Eu iria para um bar afogar minha tristeza em um copo de cerveja.
Peguei meu carro e fui para um perto de onde morávamos. O movimento era bem pouco, então eu podia ficar mais relaxado. Sentei a frente de uma bancada e fiquei bebendo bastante. Uma dose atrás da outra, sem parar.
Depois de um certo tempo, uma loira linda, com pele bronzeada, alta e com corpo escultural, entrou e se sentou ao meu lado. Primeiro ela pediu uma cerveja e ficou me seduzindo, depois ela mostrou suas garras e começou a jogar seu charme para cima de mim.
-  Olá!
-  Oi.
-   O que um belo rapaz faz sozinho aqui, sentado em uma bar?
-  Não é da sua conta!
- Hey, pra que a estupidez? Só quero conversar com você... – Ela se levanta e sussurra em meu ouvido: - ... amigavelmente.
A bela moça começa a passar a mão por cima da minha camisa e sussurrar coisas bonitas no meu ouvido.
Horas depois já estávamos no apartamento dela, não sei como isso aconteceu. Ela já estava semi-nua e eu também. Arrastei ela para a cama e começamos a fazer amor. Mas eu acabei esquecendo o principal...
... a camisinha.
Acordei no outro dia, com o sol invadindo o amplo quarto. Minha cabeça estava explodindo, pensei que tinha sido apenas um sonho e quando eu iria levantar, senti um peso sobre mim. Era a bela loira.
Definitivamente, não foi um sonho, tinha sido uma realidade muito assustadora.
Olá povo lindo que eu amo! Capítulo novinho, tirado do forno, esses feriados prolongados salvam a minha vida. Bem aconteceu uma parte meia hot, mas como a Rafaela pediu que eu não contasse com muitos detalhes e eu prometi que eu não colocaria, como promessa pra mim é divida, eu cumpri. Obrigada fofa! Bem capítulo postado, eu quero comentários. Beijinhos!

quarta-feira, 26 de março de 2014

Uma carta de amor

P.D.V. Chris 
 
          Acordei com o canto dos pássaros, o sol já atravessava a fina cortina do meu quarto. Pensei estar em casa, mas logo percebi que eu ainda estava na sede europeia da B.S.A.A.. Dormi muito mal na noite passada, minha cabeça parecia que iria explodir e eu estava muito zonzo.
          Me levanto com um pouco de dificuldade e vou imediatamente para o banheiro. Vou para frente da pia, jogo um pouco de agua no meu rosto e me assusto com o meu reflexo no espelho.
Meus olhos estavam vermelhos, meu cabelo estava todo desgrenhado e meu rosto estava todo marcado. Resolvo tomar um banho rápido e vou para a cozinha comer alguma coisa. Não consigo nem sentir o cheiro da comida, não sei porque, mesmo estando com tanta fome, eu não conseguia comer nada.
          O capitão Henry, ligou para mim, avisando que o helicóptero já estava prestes a decolar. Entrei no mesmo e decolamos para Washington D.C. Era estranho viajar sozinho, sem ninguém para conversar. Jill sempre me alegrava, riamos de coisas que não tinham sentido e até mesmo das piadas sem noção que ela fazia. Mas agora estava tudo acabado.
          Encostei minha cabeça na poltrona macia e tentei relaxar um pouco, minha cabeça estava latejando muito, tomei uma aspirina, mas de nada resolveu. Então fiquei olhando a paisagem através da pequena janela.
          Não demorou muito, eu já estava cochilando. Acordei quando estávamos chegando em Washington, meu Deus, dormir até demais. Já estava de noite, quando chegamos na base norte-americana da B.S.A.A. Não entrei no local, apenas pedi um táxi e fui direto para o prédio onde eu morava. Decidi que não iria pro meu, e sim para o de Jill. Como eu tinha a chave, fui logo entrando.
          O apartamento de Jill é muito arrumado.
          O cheiro do perfume dela ainda estava no ar, tudo estava intacto. Andei calmamente pelo lugar e pude perceber que o que mais tinha nas paredes era fotos nossas, nos S.T.A.R.S, na B.S.A.A. e até mesmo quando éramos convidados para alguma festa, fazíamos questão de tirarmos fotos um com o outro, para guardar de lembrança.
          " Bons tempos...'' - Eu pensei. '' Tempos que talvez o tempo não possa trazer de volta.''
          Continuei andando até que cheguei no quarto de minha parceira. Perfumes, shampoos, cremes, etc enfeitavam a pequena mesinha que ficava perto da porta de seu banheiro, olhei em volta e vi uma foto bem antiga minha, de quando eu era ainda da Aeronáutica.
          Vasculhei mais um pouco, e dentro de um diário, encontrei uma carta escrita pelas mãos de Jill, com a data do dia dos namorados. E meu coração quase parou quando eu descobrir que a carta era pra mim...
          Abri cuidadosamente e senti o perfume doce dela, sua letra perfeita estava em um belo contraste com a caneta rosa que ela usou para escrever. No papel estava escrito o seguinte:
          

          “ Caro Chris...
Se você está lendo essa carta é porque, com certeza, alguma coisa aconteceu comigo. Então eu vou falar o que eu sinto sem rodeios: eu estou apaixonada por você a meses, mas eu não sabia como lhe dizer.
Na maioria das vezes, você estava feliz com outras garotas. Por isso, não me atrevi a dizer-lhe o que eu sentia, por medo de você não gostar de mim como eu gosto de você, deixar de fazer você sorrir como eu faço, que vai mudar a opinião sobre mim... você deixar de ser meu amigo e meu companheiro.
Devo admitir que quando conheci você, você parecia ser um pouco arrogante. Mas agora, depois que muitos anos se passaram, eu percebi o meu erro.
Com você, eu passei os melhores anos da minha vida, você não foi como os outros homens que eu trabalhei, você sim, se preocupava com as minhas opiniões ou minhas ideias, se eu tivesse ou não certa. E o mais importante, me escutou e me respeitou.
Chris, você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Valeu a pena ter conhecido você e estar com você e você ter me feito muito feliz. Obrigado por estar sempre lá quando eu precisava, me apoiando quando era óbvio que eu não estava indo muito muito bem... como por exemplo, quando eu peguei meu ex-namorado me traindo com outra.
Lembro-me bem, foi uns dos piores dias da minha vida. Eu tinha acabado de chegar em casa e entrei no meu quarto, encontrei-o com sua suposta namorada. Deus... Eu dei muito na cara dos dois. Depois sai com raiva, sem saber pra onde ir, pois estava muito tarde. Liguei chorando para você, e embora estivesse de madrugada, você me aceitou de braços abertos e deixou eu passar a noite na sua casa.
Você me confortou a noite inteira, você me fez rir com as suas piadas sem graça, não dormiu a noite toda só para me animar. Desde então, comecei a ter uma queda por você.
Você sabe, no último Natal, foi a melhor noite de minha vida, nunca vou me esquecer. Embora eu tenha lhe machucado, não foi minha intenção. Espero que um dia você possa me perdoar pelo que eu disse. Eu não queria ter feito aquilo.
Eu só posso dizer que você é uma pessoa muito bonita, que eu te amo com todo o meu coração, eu espero que você não se esforce demais, o que é muito típico de você.
Seja feliz Chris Redfield.
Um abraço de sua amiga que te ama muito. Jill Valentine...
PS.: Não mude nunca e não fique deprimido pelo que aconteceu... Ninguém nunca irá culpá-lo pela tragédia..."



Olá povo lindo,  finalmente postei o capítulo, mesmo estando atolada de provas para estudar. Mas ok o importante é que o capítulo está pronto. Beijinhos para vocês.! <3

segunda-feira, 3 de março de 2014

Segunda temporada - Tentando superar uma grande perda


P.D.V. Chris


Após o acontecimento que causou a morte de Jill, a equipe de busca da B.S.A.A., começo as buscas pelo corpo de minha parceira. Eu ainda acreditava que ela estava viva, mas ouvi mumurros de outras pessoas dizendo que ela já devia estar morta.
Fiquei sentado em uma ambulância que estava no local, um paramédico da equipe já tinha me avaliado e me liberado, mas eu continuava lá para o caso de alguma nova informação. Enquanto eu estava olhando para o nada, meu capitão chega e fala:
- Posso conversar com você um pouco, Redfield?
- Claro.
Ele caminha até mim e se senta na minha frente.
- Lamento pelo o que aconteceu.
- Agradeço, mas seus lamentos não vai trazer Jill de volta.
- Pare de ser percimista, Chris. Talvez ela ainda esteja viva e não vamos poupar esforços para encontra-lá.
- Eu já estou perdendo as esperanças de encontra-lá viva.
Não acredito que falei isso. Uma parte de mim estava dizendo que ela estava viva sim e estava precisando de ajuda, mas grande parte de mim estava falando que ela tinha partido e eu nunca mais veria a mulher que eu sempre amei.
- Ei, por que você não vai para casa, toma um banho e tenta relaxar. Se encontrar- mos alguma coisa, iremos avisar a você.
- Não! Eu não vou sair daqui enquanto não acharem algum vestígio dela.
No mesmo instante, um membro chega com um boné na mão e eu logo o reconheço como sendo o de Jill.
- Desculpa senhor, mas a única coisa que encontramos foi isso... - Diz ele mostrando o boné azul. - ... por hoje é só. Continuaremos amanhã de manhã.
Rapidamente me levanto, mesmo os meus músculos quase gritando de dor e pego o chapéu.
- Vocês não podem parar de trabalhar! São pagos para isso.
- Sinto muito, mas está muito escuro e não podemos trabalhar assim. Continuamos amanhã cedo.
Vendo que eu não poderia fazer nada, fiquei calado vendo a equipe de buscar entrando nos carros e indo embora. Meu capitão coloca a mão em meu ombro e fala:
- Chris, eu vou te levar para casa. Você não está em condições para dirigir.
- Não capitão, eu tenho condições sim de ir sozinho para casa. Não se preocupe comigo.
- Deixe o orgulho de lado Redfield, eu vou levar você e depois eu peço para alguém levar o seu carro.
Não reclamei, até porque eu não estava em condições mesmo de dirigir. Nos levantamos e fomos até o carro do capitão que estava estacionado não muito longe dali.
A noite estava calma e o únicos barulhos que ouvíamos era o motor do carro e o coachar dos sapos. Estávamos na Europa, então estranhei quando ele disse que iriamos para casa, então perguntei:
- Estamos indo para onde?
- Para a sede da B.S.A.A. daqui da Europa, você vai passar a noite lá e eu vou organizar alguns papeis. Vou preparar um helicóptero para você decolar para Washington amanhã cedo.
Concordei e após meia hora, já estávamos na sede. Como fazemos parte da equipe, fomos muito bem recebidos.
Meu quarto era luxuoso e bem grande, exclusivos para os originais fundadores da empresa, mas nada daquilo me importava, eu apenas queria minha parceira de volta.
Ainda não tinha caído a ficha que ela tinha se jogado com meu pior inimigo, apenas para me salvar. Não entendo o motivo pela qual ela fez isso, seria por nossa amizade, ou apenas pela nossa parceira de tantos anos?
Eu nunca saberia da resposta, então resolvi tirar aquela roupa pesada e tomar um banho. Assim que terminei, fui para a cama tentar descançar e depois de tanto virar na cama, consigo dormir com um pouco de dificuldade.



Oiie gente! O capítulo veio mais rápido e pequeno, apenas para começar a segunda temporada da fanfic, a parte mais dramática da história :'( bem espero que tenham gostado. Beijos!!!

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Lost in Nightmares - Uma perda insubstituível

~Narrador On~

Chovia muito forte quando Jill e Chris desceram do helicóptero. Eles andaram calmamente, tendo todo o cuidado caso visse algum perigo. Os dois pararam na frente da porta, a mansão se parecia muito com a da montanha Arklay, a porta era mais cara e clara, de melhor qualidade e os ornamentos eram mais elaborados. Logo eles perceberam que a propriedade era mesmo de O.E. Spencer.
- Está pronta parceira? - Chris pergunta a Jill com um olhar preocupado.
- Sim. - Ela respondeu segurando firme o punho da arma.
- Ok, no três... Um... Dois... Três!
Chris virou lentamente a maçaneta, ele entrou e em seguinda Jill fez o mesmo. Mal eles sabiam que dentro daquela propriedade, havia um perigo enorme...

~Tempos depois~

Os dois avistaram uma porta dupla no fim do corredor escuro e resolveram ver o que tinha além dela. Assim que Chris e Jill abriram a porta, se assustaram com o que viram.
- Mas o que? - Chris sussurrou atordoado.
Na frente deles, um homem, de pé, estava de costa para eles. Ele era bem alto e magro, mas parecia bastante resistente; seu cabelo era loiro quase cinza, usava uma roupa toda preta e estava olhando a tempestade atravez da janela do quarto.
No chão, e a poucos metros dele, estava caído Spencer. Estava deitado de qualquer forma e no meio a uma poça de sangue. Sua cadeira de rodas estava no seu lado. O homem virou- se para eles e dou um sorriso. Chris logo soube quem ele era.
- Wesker! - Ele gritou e começou a disparar.
Jill fez o mesmo, mas Wesker desviava de todas as balas que os jovens agentes disparavam. Chris vendo que a arma não estava dando certo, resolveu guardar a mesma e tentou atingir o loiro com os punhos, mas foi inútil. Wesker foi mais rápido e forte, esquivando de todos os golpes e atingindo Chris com o peito da mão e mandando-o para o outro lado da sala.
Jill esqueceu de atirar por alguns segundos, olhando para o seu companheiro que foi espancado e lançado como se não pesasse nada. Chris piscou, confuso, quando Wesker se aproximou dela muito rapidamente. O loiro pegou Jill e a arremeçou na estante de livros. A morena caiu e ficou arfando.
Wesker se moveu rapidamente na direção de Chris, o malvado pegou-o pelo pescoço violentamente e arrastou Chris ao longo de uma longa mesa de madeira. Quando o membro da B.S.A.A. caiu no chão, Wesker pegou ele pelo colarinho da camisa e começou a estrangula-lo.
Ele tentou com todas as forças sair dessa situação, mas viu que não iria dar certo. Chris conseguiu olhar para sua parceira que estava tentando recuperar o ar, o rapaz queria que ela saísse daquele lugar e ele tinha toda certeza que assim que Wesker matasse ele, o loiro mataria Jill também.
Jill não poderia sair daqui enquanto Wesker estava com seu melhor amigo, parceiro... e alguém importante para ela. Ela não podia permitir que ele morresse de qualquer jeito. Então ela teve uma ideia...
... iria se jogar com Wesker para salvar a vida do homem que ela amava.
E foi isso que Jill fez. Correu com toda velocidade, passou os braços em volta do loiro se se jogou abismo abaixo, salvado seu companheiro.
Chris caiu no chão e levantou imediatamente quando percebeu o que sua parceira tinha feito.
- JIIILLLLLLLLL!!! - Ele viu sua melhor amiga e seu pior inimigo caindo juntos e ele não pode fazer nada para salvar a garota que ele amava.
Ele começou a sentir suas pernas falharem, tremendo incontrolavelmente. Chris caiu no chão, sentindo seus olhos arderem e as lágrimas ameaçando a derramar e ele percebeu o que tinha acontecido...
... Jill tinha se sacrificado para salvar a vida dele...


Olá pessoal! Criei vergonha na cara e resolvi escrever. Infelizmente acabou a primeira temporada, a próxima será mais dramática narrada apenas por Chris (talvez eu coloque de vez em quando alguém pra narrar com ele). Talvez demore um pouco para eu postar, pois estudo em escola de tempo integral (que fica o dia todo) e quase não tenho tempo para escrever, só nos finais de semana. Bem acho que é só. Beijinho beijinho e tchau tchau!

sábado, 21 de dezembro de 2013

Se preparando para um nova missão

P.D.V. Jill
~Flashback on~
Tudo aconteceu muito rápido, primeiro eu estava cuidando do ferimento de Chris, depois começamos a conversar e quando me dei conta, meu parceiro já estava por cima de mim, com os lábios praticamente sobre os meus.
Eu realmente queria que isso continuasse, mas ao mesmo tempo não queria. Tenho medo que o meu amor por ele não seja correspondido... Saio rapidamente de onde eu estava deitada e Chris me encara como se não estivesse entendendo nada.
- Jill, eu sinto muito...
-  Não Chris, eu que tenho que pedir desculpas...
~Flashback off~
Meses se passaram depois que tudo isso aconteceu, naquele dia, Chris me pediu desculpas varias vezes, não sei porque e eu me senti como uma idiota por não ter coragem de novo em dizer o que eu sinto de verdade. Agora eu estou aqui, debruçada em minha janela e olhando para a rua lá embaixo.
Tudo parecia tão parado, sem graça. As pessoas caminhavam lentamente curtindo o sol que apareceu um pouco tímido para esses lados de Nova York. De repente, meu telefone toca ao longe e eu caminho para atender.
- Alô?
- Jill, sou eu, OBrian...
- Ah sim. Como vai diretor?
- Eu estou bem. Preciso que você e Chris venham aqui na sede, porque chegaram novas informações sobre Wesker.
Meu coração travou quando eu ouvir o nome desse cara.
- Você tem certeza do que está falando?
- Absoluta Jill. Agora venha o mais rápido possível para a sede e não se esqueça de chamar Chris.
- Tudo bem.
- Ah e mais uma coisa... Não fale para ele do que se trata.
Desligamos o telefone e me sento um pouco no sofá para colocar as ideias no lugar. Não é possível que esse bastardo ainda está vivo, vagando pelo mercado negro.
Levanto-me com um pouco de dificuldade e vou para o meu quarto trocar de roupa.
P.D.V. Chris
Eu estava no banheiro fazendo minha barba, quando alguém bate na minha porta. Surpreendo-me quando vejo que era Jill.
- Jill? O que você está fazendo aqui tão cedo?
- Desculpa Chris, mas OBrian chamou a gente para uma reunião agora.
- Aconteceu alguma coisa?
Ela hesitou um pouco, mas logo respondeu:
- Não, bem eu acho que não. O diretor não falou nada. Apenas disse que tínhamos que estar lá o mais rápido possível.
- Ok, só vou trocar de roupa e já estamos indo.
- Hahaha, por que você não vai de toalha mesmo? Fica bom!
- Vai sonhando Jill.
Entro no meu quarto e escolho uma roupa que seja propícia para reuniões. Pego minha carteira e a chave do carro e desço de volta para a sala, onde Jill me esperava sentada.
- Vamos?
- Claro!
Saímos do nosso prédio e entramos no meu carro. Enquanto eu dirigia, percebo que Jill estava um pouco calada, apenas olhando a para a paisagem lá fora.
- Jill?
Ela não responde, parecia estar perdida em seus pensamentos, alguma coisa tinha acontecido. Tiro uma das minhas mãos do volante e coloco em sua perna, ganhando sua atenção.
- Você falou comigo Chris?
- Sim, o que aconteceu com você?
- Ah nada não... Por que perguntas?
- Você está tão calada, desde quando você me cumprimentou mais cedo.
- Er... Ela gagueja um pouco Não aconteceu nada, você não precisa se preocupar.
- Tudo bem, mas se alguma coisa estiver incomodando você, pode falar ok? - Ela sorri e eu retribuo.
Continuo dirigindo até que chegamos na sede da B.S.A.A.. OBrian estava sentado na sala principal estava esperando por nós.
- Valentine e Redfield, que bom que chegaram! Eu preciso conversar imediatamente com vocês dois.
Fomos para a sala de reuniões, nos sentamos no nosso lugar de sempre e o diretor começou a falar:
- O que eu vou falar, interessa muito a vocês dois, principalmente a você Chris...
- A mim? Por que?
Ele liga o projetor e aparece a imagem de um cara loiro encapuzado.
- Há um tempo atrás recebemos uma informação um pouco assustadora. Nos disseram que no meio de uma floresta na Rússia, havia uma mansão idêntica a de Arklay. Fomos investigar e realmente existe essa mansão e ela pertence a Spencer. E descobrimos também que Wesker pode estar vivo.
Minha respiração praticamente travou em minha garganta. Wesker vivo? Isso não poderia ser verdade.
- Diretor OBrian, você tem certeza que Albert Wesker ainda está vivo?
- Certeza absoluta agente Redfield. Bem, eu vou mandar vocês dois para essa missão.
- Mas diretor, não podemos ir sozinhos. Jill fala.
- Eu mandarei uma equipe com vocês, para o caso de alguma coisa acontecer.
- Tudo bem, a que horas iremos sair? Questiono.
- Bem, eu vou mandar o helicóptero partir às 10 da noite, mas venham uma hora antes para vestirem o uniforme e ficarem mais preparados. Estão liberados.
Saímos da sala de reuniões e fomos direto para o estacionamento.
- Eu ainda não acredito que aquele cara está vivo. Comenta Jill.
- Eu também não, pensei que aquele filho da mãe estava queimando no mármore do inferno.
- Bem, ele vai queimar quando pegarmos e matarmos ele.
Rimos com o comentário dela e entramos no carro para ir para casa. Só achei estranho o fato de Jill não ter se espantado com a noticia que Wesker está vivo.
- Jill?
- Fale...
- Percebi que você não ficou muito impressionada quando soube que Wesker estava vivo.
Ela vacilou um pouco e responde:
- Hum... Eu já sabia sobre isso...
- Você... Sabia?
- Sim. OBrian me ligou de manhã cedo e me avisou.
- Por que você não me contou? Nunca escondemos nada um do outro.
- Desculpa, mas o diretor pediu sigilo, eu e ele sabemos que você é pavio curto.
- Sim, mas não custava nada ter falo para mim.
- Chris, não fui eu que quis fazer isso, foi OBrian que pediu, então não brigue comigo.
- Tudo bem, não é culpa sua. Quer ir pro meu apartamento?
P.D.V. Jill
- Ah, claro. Se não for um incomodo.
- Claro que não bobinha.
- Tudo bem, se você insiste.
Chris continuou dirigindo. Senti uma coisa esquisita sobre essa mansão, como se alguma coisa fosse dar errado. Nunca senti isso, nem nas missões mais perigosas, mas agora senti. Resolvi esquecer isso, talvez eu estivesse errada e que nada de ruim iria acontecer, afinal de contas eu vou estar com Chris, e ele nunca deixaria que algo de ruim acontecesse comigo.
Finalmente chegamos, Chris estaciona o carro na garagem e depois subimos para o apartamento dele, que primeira vez na vida está tudo arrumado.
- Meu Deus, o que aconteceu aqui?
- Pelo que eu saiba, nada. Por que?
- Porque está tudo tão arrumadinho. Os Redfields tem o costume de ser bagunceiros.
- Ei, minha irmã não é tão bagunceira assim.
- Tem certeza? A ultima vez que eu fui na casa dela, tinha pizza até dentro do banheiro.
- Claire não bate muito bem da cabeça. Você quer chocolate quente?
- Só se você me deixar ajudar.
- Tudo bem, vamos.
Fomos para a cozinha, Chris estava fazendo o chocolate, enquanto eu estava pegando os copos. Uma sensação estranha correu pelo meu corpo e eu acabei deixando o copo cair.
- Jilly, o que aconteceu?
Não respondi, apenas comece a chorar e meu parceiro rapidamente veio me abraçar.
- Hey, o que foi?
- Chris eu estou com medo.
- Medo de que?
- Medo dessa missão. Alguma coisa vai dar errado. Ele se afasta e fica me encarando.
- Nada vai acontecer, ok? Agora para de chorar porque eu não quero ver você chorando. Ele fala enquanto limpava minhas lagrimas. Vai dar tudo certo, eu vou proteger você, não se preocupe. Eu vou cuidar de você.
- Meus soluços pararam e eu o ajudo a pegar os cacos de vidro que ficou espalhado pelo chão. Depois voltamos a fazer a bebida. Conversamos bastante, até dar 8:00 da noite e então saímos. Tudo parecia estar tão melancólico e sem vida.
- Não havia pessoas passando pelas ruas, havia apenas algumas prostitutas querendo ganhar dinheiro para se sustentarem. Chegamos na sede e fomos cumprimentados pelo pessoal do turno da noite, nosso capitão veio nos cumprimentar.
- Olá meus agente favoritos! Estão preparados para a missão?
- Sim, apenas um pouco com sono.
- Ah, mas tudo bem, assim que isso tudo acabar, vocês poderão descansar a vontade. - Bem, eu vou ter que me vestir, com licença.
- Claro Valentine, eu e Redfield iremos conversar um pouco.
P.D.V. Chris
- Assim que Jill saiu nosso capitão falou:
- Você está apaixonado por ela, não é?
- Senhor...
- Chris, por enquanto esqueça que eu sou seu superior, me veja apenas como um amigo.
- Tudo bem.
- Agora me responda, você está ou não apaixonado por Jill?
- Sim, eu estou apaixonado por ela.
- Eu já tinha percebido esse seu comportamento estranho quando está perto dela e realmente, ela é uma garota de ouro.
- Mas eu não sei se ela sente o mesmo por mim.
- Talvez sim, Jill é um pouco tímida nesses assuntos.
- Sim, eu vou tomar coragem e contar tudo para ela.
- Esse é meu garoto! Disse ele dando leves tapinhas em minha costa. Vou falar para o piloto ligar o motor do helicóptero.
- Ok.
Ele pega o elevador e vai para o heliporto, fico pensando um pouquinho no que ele disse e volto a realidade assim que Jill toca meu ombro.
- Pronto parceiro?
- Claro parceira.
Caminhamos até nossos armários e quando chegamos Jill pergunta:
- Chris, posso fazer uma pergunta?
Claro. - Por que você está estranho comigo?
- Estranho? Como assim?
- Toda vez que eu estou perto de você, parece que muda de uma hora para outra. Você sempre fica nervoso. Suspirei em derrota, sabendo que ela praticamente sabia.
- Eu vou contar para você assim que essa missão acabar, ok?
- Por que não pode ser agora?
- Porque eu preciso encontrar as palavras certas para te contar.
- Tudo bem. Mas você promete que vai me contar o que está te perturbando?
- Sim, eu prometo.
Arrumamos nosso armamento e subimos para o heliporto, o tempo estava nublado e um vento frio batia em nosso rosto. Subimos no helicóptero e começamos a olhar o mapa da região em que iríamos investigar.
- A gente vai entrar pela entrada principal e iremos vasculhar tudo. Eu falo.
- Tudo bem. - Jill, eu quero que você tome muito cuidado com essa missão. Não sabemos o que tem dentro daquela mansão.
Ela sorri e me da um beijo na bochecha.
- Pode deixar, eu sei que você vai me proteger, né?
- Claro que sim, mas você sem que se cuidar mocinha.
- Pode deixar parceiro!
Continuamos conversando e em um momento Jill acaba dormindo e coloca a cabeça sobe o meu ombro. Ela parecia tão perfeita, quer dizer, ela é perfeita.
Espero que ocorra tudo bem nessa missão, para que no final eu possa dizer o quanto eu amo ela...

sábado, 14 de dezembro de 2013

Tentativa de aproximação

P.D.V. Chris
Assim que Jessica foi embora, me joguei no meu sofá e fiquei pensando em como estaria Jill em uma dessa. Será que ela realmente ficou com raiva de mim ou apenas falou da boca pra fora? Isso eu não sei, só sei que eu devo pedir desculpas para ela...
Bem, se ela aceitar o meu pedido de desculpas...
Levantei meu traseiro do sofá e caminhei preguiçosamente para o apartamento de Jill que fica bem na frente do meu. Bati e rezei para que minha parceira abrisse. Mas quando a porta realmente abril, fiquei com raiva.
Carlos...
Redfield! O que você que?
Carlos, chegou alguém... Chris? O que você ta fazendo aqui?
Eu quero falar com você Jill.
Sai daqui, ela não tem mais nada pra falar com você! - O latino coloca a mão no meu peito e me empurra para fora.
Em um movimento rápido, seguro a mão dele e aperto.
Pelo que eu saiba, você não manda e nem vai mandar nela, então dá licença!
Licença o caramba! Você magoou muito a Jill, então porque você não procura aquela sua namoradinha mentirosa e não vai fazer carinho nela?
Cala a boca vocês dois. Chris, por favor, vai embora, eu não tenho mais nada para falar com você!
Jill, dá pra você escutar. Eu só quero conversar e depois eu vou embora.
Assim que termino de falar, sou acertado com um soco no rosto vindo de Carlos e me seguro no batente da porta para não cair.
Isso é pra você não nós perturbar e agora vai embora!
Me viro e olho furiosamente para Carlos, que me encarava com um sorriso vitorioso no rosto.
Agora você vai aprender a não me bater mais, seu latinozinho de merda.
Dou um soco não muito forte em Carlos e ele revida, só que desvio e continuamos brigando no corredor, até que Jill grita:
Carlos e Chris! Se vocês não pararem de brigar agora, eu vou ai e dou uma surra nos dois!
Paramos na hora, porque não queríamos apanhar de uma mulher. Seria muita humilhação.
Carlos, você pode ir embora, obrigado por sua companhia.
Mas Jill...
Carlos, faz o que eu mando, por favor!
Tudo bem. Eu sei que você quer ficar com o seu amiguinho, mas a próxima vez que ele te decepcionar, não vem ligar pra mim que eu não vou ficar ouvindo o meu mimimi.
Primeiro, não fui eu que liguei pra você, foi você que veio na minha casa por livre e espontânea vontade e segundo, se eu quiser desabafar, eu desabafo com o meu cachorro, pelo menos ele vai me ouvir sem dar opiniões idiotas. Bem, agora que eu já terminei, você pode ir embora.
Jilly, você está chamando minhas ideias de idiota?
Não Carlos, você é um idiota por si só. Agora tchau!
Ele se levanta meio cambaleante e vai embora sem olhar para tras e quando pensei que Jill iria me dar uma bronca maior, ela fala:
E você Chris, entra. Vamos limpar esse seu nariz sujo de sangue. Entramos e o lutar estava com um incrível cheiro de lavanda, o tipico cheiro de Jill e imediatamente fui recebido por Dick, que pulou em cima de mim quando me viu.
E ai garoto? Cuidou bem da sua mãe?
O cachorro late como se estivesse afirmando. Jill sorri com a cena e fala:
Chris, senta no sofá.
Faço o que ela pede e minha parceira senta na minha frente para poder limpar o sangue que escoria do meu nariz.
Quantas vezes eu tenho que dizer que não é pra você se meter em brigas, senhor Redfield?
Desculpa doutora Valentine, mas aquele cara me tira do serio.
Ei, para de fazer graça! Eu to falando serio.
Eu também to, ok?
Hahaha. Bem o que você queria falar comigo?
Eu queria te pedir desculpas pelo que eu fiz naquele dia que Jessica deu um escândalo aqui na sua casa.
Caiu na real foi?
Hahaha muito engraçado! Sim, percebi que eu sou um completo idiota e Jessica só queria me enganar com aquele filho falso.
Você é idiota mesmo Chris! Tava mais que na cara que ela estava mentido e você caiu feito um patinho.
Puxa Jill, obrigado pelo conselho.
Não estou criticando, só estou falando que você conhece muito bem a garota com quem você namorou e sabe que ela não é muito confiável e do nada ela aparece gravida. Claro que só poderia ser mentira.
Tudo bem, já aprendi a lição. Da próxima vez eu tenho que valorizar mais a opinião da minha parceira.
Jill da um risada sem graça e cora um pouquinho. Ela ficava linda com o rostinho vermelho de vergonha, quer dizer, ela sempre foi linda. Fiquei sorrindo igual a um bobo quando ela me olhou no olhos, mas depois me senti constrangido e perguntei:
O que ouve entre você e Carlos?
O sorriso dela imediatamente desapareceu, ela colocou o kit de primeiro socorros e se senta ao meu lado.
Ah... Nada de mais. Ele chegou aqui, conversou um pouco comigo, me roubou um beijo, apesar de eu não corresponder e depois acabamos na cama.
Na cama Jill? Perguntei com a voz meia tremula.
Ei, quando eu disse que acabamos na cama, é que eu acabei dormindo e Carlos me levou para a minha cama, só isso. Não pense besteira...
Soltei um suspiro de alivio ao ouvir aquilo, a ultima coisa que eu queria era aquele latino metido, dormisse com a garota que eu amo.
E com você e a Jessica... rolou alguma coisa?
Não senti firmeza nas palavras de Jill, era como se ela estivesse com medo de que estivesse rolado alguma coisa entre mim e a piranha da Jessica.
É claro que não Jilly.
Hum... Que bom hein.
Deixa de ser ciumenta garota.
E desde quando eu sou ciumenta?
Desde sempre mocinha.
Rimos e eu começo a fazer cócegas nela, nos jogamos no sofá e Jill não parava de dar gargalhadas altas.
Chris, para por favor!
Eu paro e ficamos nos encarando por um momento, até abaixei minha cabeça mais um pouquinho e pude sentir sua respiração quente e ofegante... ... quando percebi, nossos lábios já estavam se tocando...

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Carlos, o latino sedutor

P.D.V. Jill


Eu estava andando de um lado para o outro parecendo uma barata tonta, ainda sem entender direito o que tinha acontecido mais cedo. Jessica conseguiu mais uma vez convencer Chris e eu estava me perguntando o que tinha na cabeça do meu parceiro pra ele acreditar numa lorota dessa.
Ainda não sei se é Chris que é burro demais ou se é Jessica que é inteçigente demais. Eu não vou ficar mais implorando para ele acreditar em mim, se o idiota quer ser enganado pro resto da vida, que se dane. Ele não sabe o que tá perdendo...
De repente alguém bate porta e eu caminho para atender. Era Carlos. O latino americano estava encostado no batente da entrada, me olhando com aqueles belos olhos castanhos.
- Carlos? O que você está fazendo aqui?
- Vim te visitar linda! Por que? Estou atrapalhando alguma coisa?
- Não, claro que não! É que eu não estava esperando alguém me visitar a essa hora.
- Bem, se você quiser, posso vir mais tarde.
Quando ele ia indo embora, seguro seu pulso e falo:
- Não, vamos entrar.
Assim que entramos, Carlos trata logo de falar:
- Você está meia estranha, o que está acontecendo?
Sento-me no sofá e coloco a cabeça sobre minhas mãos.
- É Chris, ele está sendo enganado...
- Jill... - Ele se senta ao meu lado e começa a acariciar meu cabelo. - você tem quer entender que ele não te quer mais, só tem olhos para outras mulheres.
- Mas Carlos, eu ainda amo ele.
- Jilly querida, esqueça esse cara, você tem que prestar atenção em quem realmente te ama.
- E quem seria essa pessoa?
- Eu...
Eu praticamente congelei quando ele falou a ultima palavra.
- Carlos, você...
- Sim Jill, eu te amo muito, desde a época de Raccoon City, mas nunca tive chance por causa de Redfield...
- Mas Carlos, Chris sempre me olhou como se eu se fosse apenas a ''irmãzinha mais nova'' ou até mesmo só como uma amiga e uma parceira.
- Mesmo assim, vocês estão sempre juntos. Quem olha de longe, parece que vocês são mais que simples amigos.
Carlos puxa me rosto até que eu estivesse o encarando e fala:
- Esquece ele, se Chris não te quis antes, agora mesmo é que ele não quer.
Eu iria falar alguma coisa quando ele falou essa frase, mas fui surpreendida por seu lábios selando o meu. Seu beijo era quente e calmo, como se quisesse aproveitar o momento. Resisti o máximo que pude, mas no final acabei me entregando.
Em uma certa parte do beijo, Carlos coloca a sua língua em minha boca e começa a esquentar as coisas. Por um momento, perdi a noção do tempo e da minha consciência, comecei a passar a mão por baixo da camisa de meu amigo.
Quando realmente ''voltei a Terra'', já estavamos na cama...




Olá povo lindo!!! Desculpem a demora para escrever o capítulo, mas eu estava atolada de tarefas de casa e as benditas provas finais, tive que estudar que nem uma condenada para no final cancelarem todas as provas. Merda! BEIREVIL!

sábado, 2 de novembro de 2013

Apenas Uma Conversa


P.D.V. Chris


Resolvi conversar com Jessica em meu apartamento, não seria uma boa ideia ficar no de Jill. Desde quando eu e Jessica começamos a namorar, Jill sempre disse que um dia eu ainda iria me arrepender, e ela estava certa...
Entramos. Minha sala parecia que um trator havia passado por ela, estava uma bagunça. Me viro para encarar Jessica e logo pergunto:
- Esse filho é verdadeiro?
- Mas claro que sim Chris, eu nunca brincaria com uma coisa tão seria que é essa! Eu jamais mentiria para você.
- Ah sim, não duvido muito. Assim que você disse que nunca mentiu pra mim, acabou de mentir.
- Por que você ainda guarda essas memorias ruins Chris? O que aconteceu no Queen Zenobia já é passado, esqueça isso!
- Não tem como esquecer uma coisa dessa, agora mesmo vamos na farmácia e iremos comprar um teste de gravidez.
- NÃO! Você não sabe que os testes de gravidez as vezes não dá certo?
- Não seja por isso. Vamos então para um medico. O que você acha da ideia?
- Chris querido, temos muitas coisas para resolver ainda, deixa essa coisa de medico para mais tarde. Vamos pensar na gente primeiro.
- Jessica, a gente não existe!
- Só porque o amor de sua vida te deu um pé na bunda, não quer dizer que você tem que descontar em mim.
- Você não sabe de nada, Jill é apenas minha parceira.
- Lindinho, eu acho que você está por fora, pelo o que eu saiba, sua linda parceira te quer muito mais que apenas amigo.
- O que você está falando Jessica?
- Isso mesmo que você ouviu, Jill Valentine tem uma queda por você!
Jessica estava falando como se fosse verdade, talvez fosse, mais vindo dela, poderia não ser. Será mesmo que Jill gosta de mim? Eu daria 1 milhão de dolares para saber a resposta.
- Chris, agora estou falando como amiga, ela com certeza gosta de você, percebo no jeito de agir, mas infelismente ela está namorando um cara chamado Carlos.
Meu mundo caiu. Saber que a pessoa que você gosta tem outro, é muito arrasador. Sento-me no sofá que havia ali, passo a mão pelo cabelo, pedindo a Deus que tudo aquilo fosse um sonho ruim, que eu acordaria e estaria tudo bem. Mas não, tudo era realidade...
Jessica senta ao meu lado, me abaçando. Como eu estava muito atordoado, nem impedi o carinho.
- Querido, já que agora vamos ter um filho, que tal a nossa relação voltar? Não quero criar essa criança sozinha.
- Jessica escute, eu ainda estou muito assustado com tudo que está acontecendo, preciso pensar. O caso da criança, não sabemos nem se ela existe realmente, então vamos com calma e mesmo se ela existir, não vou deixar que nada falte para ela. Agora você pode ir embora, preciso descançar.
- Tudo bem, eu vou, mas você pense no que eu te falei. Tá?
Ela me dá um beijo na bochecha e sai, me deixando sozinho no meu apartamento. Oh, que dia maluco...

sábado, 26 de outubro de 2013

Uma Grande Descoberta

P.D.V. Jill

Eu ainda não sabia como Jessica abrir a porta da minha casa. Ela tinha um sorriso vitorioso no rosto, como se soubesse de alguma coisa e não quisesse contar.
- Fala logo o que você quer Jessica!
- Bem, como você sabe, a um tempinho atrás, tive um relacionamento amoroso com o seu querido parceiro Chris Redfield.
- Sim e eu com isso?
- Hum... Desse nosso incrível conto de fadas, nasceu um fruto que agora está dentro de minha agora.
Não entendi direito o que ela quis dizer, um relacionamento, depois um fruto, isso queria dizer que... Não! Isso não poderia ser verdade!
- Eu gravida queridinha!
- O que?
Uma voz falou atrás de mim e eu logo percebi quem era. Chris...
  

P.D.V. Chris


Eu não podia acreditar em que eu estava ouvindo. Jessica tinha acabado de dizer que estava grávida, e era bem provável que o filho era meu.
- O que você acabou de dizer Jessica? – Perguntei me aproximando de Jill, que me encaravam assustada.
- Foi isso mesmo que você ouviu Chris, eu estou esperando um filho seu.
- Como você pode ter tanta certeza?
- Você foi a última pessoa em que eu tive relações. Ou ele é seu filho, ou então é filho de chocadeira.
Ela riu e depois continuou:
- Percebi que Jill está mais chocada de que você que recebeu a notícia que seria pai.
Jill solta um suspiro e fala quase em um sussurro:
- Chris, você não percebeu que tudo o que ela falou é mentira?
- Jill, como você pode ter tanta certeza?
- Eu já falei isso, mas vou falar de novo. Tá mais que obvio que Jessica que dar o golpe do baú.
Jessica ri e rebate:
- Princesa, eu acho que o meu bebê vai nascer com defeito com o tanto que você joga pra nele.
- Ei, chega vocês duas! Jessica, isso é verdade ou não?
- Meu amor, como você pode duvidar de mim? Essa invejosa só está falando isso porque ela nunca vai encontrar alguém que realmente ame ela.
Ela tem, apenas não sabe quem é... - Pensei.
- Jill, vamos conversar em outro lugar.
Ela concorda e fomos até o quarto, que ficava um pouco longe de onde Jessica estava, assim ela não poderia ouvir o que estávamos conversando.
- Jill, você perdeu o juízo foi?
- Não Chris, eu acho que foi você que perdeu a noção do perigo.
- Por que?
- Por que? Você já percebeu o que Jessica acabou de falar?
- Claro que sim, que eu vou ser pai!
- Chris, pensa comigo. Por que diabos Jessica iria querer engravidar de você se ela tem maior ódio da gente?
- Sei lá Jill, não sou adivinho.
- Mas não é preciso ser adivinho pra saber que ela só está fingindo.
- Me de um motivo para eu não acreditar nela.
- Olha, geralmente quando a mulher tá gravida, o estomago dela fica bastante sensível. Então, ela deveria ter ficado com enjoo de seu perfume que é bastante forte.
- Ela poderia estar e não ter falo nada.
- Claro que não! Ela iria diretamente para o banheiro e colocar tudo pra fora assim que sentisse o cheiro.
- Mesmo assim, ainda não estou convencido!
- Então que se dane! Se você prefere acreditar nela, foda-se!
Jill me empurra e volta para a cozinha, onde Jessica acariciava a sua barriga.
- Ok, acabou por hoje. Você dois, fora da minha casa agora!
Ela se encosta na porta. Jessica foi a primeira a sair, dando um sorriso diabólico, quando chegou a minha vez, minha parceira puxa a manga da minha camisa e faz com que eu ficasse da sua altura e logo sussurrou em meu ouvido:
- Espero que você quebre a cara quando descobrir que isso tudo isso não passa de uma mentira cabeluda e quando a ficha realmente cair, que você não venha chorar pra cima de mim, porque eu não vou ficar aturando as suas burradas. Estamos entendidos Chris Redfield?
Ela me empurra para fora de seu apartamento, antes mesmo que eu podasse protestar. Será que ela realmente estava certa?



Hey pessoal, espero que tenham gostado do capítulo, porque deu um trabalhão pra ele ficar pronto. Será que Jessica realmente está gravida ou é mais uma das suas armações para separar nosso casal? kkkkk Quero agradescer ao leitor Felipe Oliveira que deu a ideia de Jessica estar gravida, muito obrigada! Bem, BEIREVIL pra vocês!