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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Erick Redfield

De que diabos aquele cara estava falando? De que ex-namorada? E o mais importante, quem era aquela criança? Essas e outras perguntas preenchiam a minha cabeca de um modo inexplicável. Tudo aquilo estava sendo novo demais para mim, sinceramente, eu queria sumir do mapa e nunca mais aparecer...
... eu queria morrer!
Dei um último adeus a minha eterna melhor amiga, o ar estava gelado e aquilo tudo me incomodava, aquele cenário no qual eu presenciava, parecia ter saído de um filme de terror. E sim, a minha vida tinha praticamente virado um, de três anos para cá.
"Não adianta, ela nunca mais vai voltar..." - esse mesmo pensamento estava na minha cabeça a semanas, parecia uma praga grudada em mim, que não queria me deixar em paz. Talvez, a minha paz só iria voltar quando o sumiço de Jill fosse realmente esclarecido.
"Eu sei que ela não vai voltar, porra!" - eu repetia isso diariamente em meu subconsciente.
Caminhei lentamente até meu carro, tudo tinha acontecido tão rapidamente, que parecia que eu tinha me perdido no tempo. Parecia que até o modo de como as folhas das árvores caiam estava diferente, eu estava ficando dia a dia mais louco, totalmente fora de mim, mas isso não importava, o que importava nesse momento era que eu tinha que ir ate o hospital para ajudar o meu filho.
Quando cheguei no centro de medicina do qual eu havia recebido a ligação, fui diretamente para a recepção, onde fui atendido por uma gorda branquela que estava se entupindo de rosquinhas.
- O que o senhor deseja?
- Primeiramente, boa tarde. Eu sou Chris Redfield e recebi uma ligação informando que minha ex-namorada e meu suposto filho deram entrada nesse hospital.
- Sim, me acompanhe ate a ala de emergência.
Andamos pelos corredores vazios e estranhos, eu odiava com todas as minha forças qualquer hospital, tinha passado os piores momentos de minha vida em um hospital. Chegamos em uma replica um pouco menor da sala de espera principal, algumas pessoas estavam sentadas lendo revistas e bem mais longe de todo mundo, havia um garotinho que devia ter 5 anos de idade com um imenso copo de café em suas pequeninas mãos.
- Aquele ali - disse a gorducha apontando para o menino - é o seu filho. Tenha um pouco de paciência e muita calma com ele, pois o mesmo pode estranhar a sua presença e também o pequenino deve estar preocupado com a sua mãe que a cada momento, piora seu estado clinico.
- Muito obrigado pelas dicas, vou tentar ser mais paciente possível.
Fiquei admirado aquela criatura que não chegava a ter nem um metro de altura. Era incrível como ele era tão parecido comigo, apesar de alguns hematomas, a criança continuava lindo, os olhos eram de um azul muito vivo, igual de sua mãe, após ver cada detalhe de meu filho, tive um breve vislumbre que quem poderia ser a sua mãe. Ele era tão bonito quando ela, as semelhanças apesar de serem poucas, davam para perceber o quando ele tinha a personalidade parecida com a minha.
Um verdadeiro Redfield.
Fui relutante ao seu encontro, seu olhar firme observava com atenção a sala  e principalmente para mim, que andava no seu caminho. De uma hora para outra, fiquei tenso e nervoso ao mesmo tempo. Quase não conseguia acredita que aquela criatura tao perfeita podia ser meu filho. Assim que sentei ao seu lado, ele segurou minha mão, minha vontade foi de chorar com esse ato, mais me segurei quando ele disse a seguinte frase:
- Bem que mamãe disse que você estaria aqui para me proteger.
- Meu filho...
- Pai, mamãe vai mesmo morrer?
Aquilo literalmente partiu meu coração ao meio, aquela criança, ainda tão jovem, parecia entender o mundo e compreender as coisas melhor do que eu, mas por mais que me doesse, caso alguma coisa acontece, eu teria que falar para ele a verdade, mesmo que isso fosse um choque tremendo tanto para mim, quando para ele.
- Não, a sua mãe não vai morrer. Mas vamos mudar de assunto. Qual é o seu nome?
- Erick Redfield. E o seu?
- Chris Redfield.
- Quando eu crescer, quero ser forte igual a você...
Mas nossa conversa foi atrapalhada quando o medico geral daquele local me chamou para conversar em particular no seu escritório.
- Olá Chris. Meu nome eh Marcos Peres e fiquei encarregado de cuidar da sua namorada...
- Desculpa, mas ela eh minha ex.
- Perdoe minha falta de atenção. Fizemos o possível e o impossível para salvá-la, mas foi em vão. Sinto muitíssimo, mas ela acabou falecendo. A boa noticia é que antes de morrer, conseguimos tirar a sua filha sã e salva.

sábado, 24 de maio de 2014

When You're Gone

P.D.V. Chris

~Meses depois~

Meses se passaram, desde que deitei-me com aquela mulher. Foi um dos maioreres erros que eu cometi, mas eu não queria que estivesse acontecido, mas aconteceu...

... não podemos chorar pelo leite derramado.

Naquela noite, eu queria apenas esquecer um pouco da vida, dos problemas, então fiz aquilo.

~Flashback On~

Amanheceu e eu estava com uma terrivel dor de cabeça. Tentei me levantar, mas havia um peso sobre mim. Era a tal loira.

Terei-a de cima de mim, mais cuidadoso possivel, e coloquei-a de volta na cama.

Me vesti devagar e sem fazer barulho e fui embora. Minha consciência ficou bastante pesada, mas eu precisava me libertar um pouco.

~Flashback Off~

Mas hoje, o dia amanheceu triste. O sol estava escondido atras das nuvens, os pássaros cantavam melancolicamente e meu coração estava em pedaços.

Isso tudo aconteceu porque eu havia recebido a noticia de que o corpo de Jill não foi encontrado e as buscas haviam sido encerradas. O enterro seria hoje.

Na verdade, seria apenas um caixão vazio que enterrariam. A unica coisa que encontraram de minha parceira, foi o seu tão amado chapéu, que usava para dar sorte.

Eu estava descepcionado demais para ir, mas Claire insistiu. Fiquei obseervando as pessoas chegando e me desejando os pêsames. Parentes e amigos de Jill chegavam toda hora.

Nosso capitão começou o pronunciamento, mas minha cabeça estava muito perdida em pensamentos. Entendi poucas partes, como: "Ela era uma das nossas melhores agente","Sentiremos muito a sua falta Jill..."

Depois, vi as pessoas jogando tulipas por cima do caixão, as flores preferidas dela.

Passaram-se alguns tempos e as pessoas deram um último adeus ao tumulo, e pouco a pouco foram me consolando, falando palavras de conforto.

Claire veio até mim, e falou:

- Chris, por que você não vai lá no tumulo e desabafa um pouco?

- Claire minha irmã, eu vou parecer um louco falando com uma pedra!

- Christopher, finge que é a Jill, talvez você possa tirar um pouco dessa magua que você guarda ai dentro.

Ela da alguns tapinhas na minha costa e vai embora graciosamente.

Me levanto e caminho calmamente entre as tumbas até chegar em uma em que estava escrito: "Jill Valentine. 1974/2006. Em memoria a nossa heroína, que sacrificou a sua vida, para acabar com o bioterrorismo. Onde você estiver, esteja em paz"

Não! Isso não poderia estar acontecendo. Por mais que todo mundo tenha dito que ela não poderia ter sobrevivido a uma queda tão grande, mas ainda tenho esperanças de que um dia irei ver o seu belo rosto novamente, sorrindo para mim.

- Oi Jill... - Minha voz estava como um sussuro e as lágrimas salgadas escorriam até a minha boca enquanto eu falava. - ... eu sei que vocênão está me ouvindo, mas mesmo assim eu vou falar.

Sento naa grama para me sentir mais confortavel e começo a falar:

- Eu sempre precisei de um tempo para mim mesmo, nunca pensei que precisaria do seu apoio quando chorasse. E os dias parecem anos quando estou sozinho. Quando você vai embora, uma parte de mim também se foi. Você percebe o quando eu preciso de você agora?

Meus soluços ficaram mais intensos e eu continuo:

- Eu nunca tinha me sentido assim antes, tudo que eu faço, me lembra você e as roupas que estavam no meu guarda-roupa, elas tem o seu cheiro, eu amo as coisas que você faz.

Pauso e volto:

- Nós fomos feitos um para o outro, para ficarmos juntos, para sempre. Eu sei que fomos. Oh, eu só quero que você saiba que tudo que eu faço, me entrego de corpo e alma. Eu preciso sentí-la aqui comigo para me sentir vivo.

Parei um pouco de soluçar e procegui:

- Quando você vai embora, os pedaços do meu coração sente sua falta. Quando você vai embora, o rosto que eu conheci também me faz falta. Quando você vai embora, as palavras que eu preciso ouvir para levar o meu dia adiante e fazer tudo ficar bem...

Paro de chorar, me levanto e digo melancolicamente:

- Eu sinto a sua falta...

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Noite de ''amor''

P.D.V. Chris


O dia já estava amanhecendo e podia-se ouvir ao longe os pássaros cantando e a buzina dos carros na avenida.
Na noite passada, eu tinha lido a carta secreta de Jill e deitei-me sobre a cama, chorando muito e soluçando bastante. Não sei como isso aconteceu, mas dedos delicados afagaram meu rosto e limparam minhas lagrimas, mas o estranho era que não tinha ninguém além de mim no quarto.
Depois de um tempo, recebi um beijo de lábios macios e imediatamente dormi.
Acordei com o meu celular vibrando e tocando. Era Claire. Tinha milhares de chamadas perdidas dela e de Barry. Atendi o celular e Claire estava quase gritando e soluçando baixinho.
- Aonde você ta Chris?
- To na casa de Jill.
- O que você ta fazendo ai?
- Estava vasculhando um pouco.
- Achou alguma coisa de interessante?
- Sim.
- O que?
- Uma carta escrita por Jill.
- E dizia o que?
- Que ela me amava.
- Disso eu já sabia.
- E por que não me contou nada?
- Porque ela era minha melhor amiga e me pediu para que eu guardasse segredo.
- Ta bom Claire. Posso passar o dia com você?
- Pode não, deve! Eu e Barry precisamos conversar com você.
- Ok, só vou tomar um banho e já vou. Tchau.
- Chris?
- Fala Claire.
- Toma cuidado por favor.
- Tá bom maninha. Vou ter.
- Ok, tchau.
- Tchau.
Coloquei o celular em cima do criado mudo e fui até o armário pegar uma toalha limpa, todas tinham o cheiro de rosas e lavanda... O mesmo cheiro de Jill.
Minha cabeça já estava quase explodindo. Tudo que eu fazia envolvia ela. Isso já estava me matando por dentro.
Peguei a toalha e fui para o banheiro, fiz tudo o que precisava fazer e dirigi até a casa de minha irmã. Chegando la, fui recebido por uma Claire pálida, com muitas olheiras e com olhos muito vermelhos.
- Chris...
Ela me abraçou forte e começou a chorar em meu ombro, minha camisa já estava ficando encharcada com o rio de lágrimas que minha irmã estava derramando.
- Ela está assim desde que descobriu o que tinha acontecido - Falou alguém com a barba e cabelo vermelho e voz grossa, que logo percebi que era Barry. - não consegui fazer ela parar.
- Obrigada Barry, você fez o que pode.
O ruivo concorda com a cabeça e senta no sofá para assistir a cena.
Afasto o rosto de Claire e fico a encarando com o senho fechado.
- Claire, pare de chorar.
-  Não tem como Chris. Eu perdi minha melhor amiga! Não tem como eu ficar alegre.
-  Eu também perdi minha melhor amiga, mas nem por isso eu estou me derretendo em lágrimas.
- Você é um idiota que tem o coração de pedra. Você não sabe se cuidar e muito menos cuidar de outra pessoa! Você é um MERDA!
Fiquei com raiva, não aguentei e dei tapa na cara de Claire. Ela caiu no chão e me olhou com cara de espanto. Barry rapidamente me pega pelo colarinho e me prende na parede.
- O que deu em você? Esqueceu que ela é sua irmã?
Ele me deu um soco super forte no meu rosto e pude sentir o sangue fresco escorrendo de meu nariz. Me senti muito idiota. Primeiro, não consegui proteger minha parceira e melhor amiga. Depois, eu bato na minha única e querida irmã. Como ela disse, eu sou um merda...
Barry me joga no sofá e ajuda Claire a levantar. Ela estava chorando muito e caminha ate o seu quarto. Meu amigo me encarou com o olhar de ‘’que vergonha!’’ e foi falar com minha irmã.
Fiquei sentado no sofá por um tempo, refletindo o que tinha acontecido de um tempo para cá. Assim que percebi que acabei, andei até  meu quarto. Pude ouvir ao longe, os soluços de Claire e a voz rouca de Barry consolando a garota. 
Minha consciência ficou pesada, então resolvi que não conseguiria ficar em casa depois de tudo que aconteceu. Eu iria para um bar afogar minha tristeza em um copo de cerveja.
Peguei meu carro e fui para um perto de onde morávamos. O movimento era bem pouco, então eu podia ficar mais relaxado. Sentei a frente de uma bancada e fiquei bebendo bastante. Uma dose atrás da outra, sem parar.
Depois de um certo tempo, uma loira linda, com pele bronzeada, alta e com corpo escultural, entrou e se sentou ao meu lado. Primeiro ela pediu uma cerveja e ficou me seduzindo, depois ela mostrou suas garras e começou a jogar seu charme para cima de mim.
-  Olá!
-  Oi.
-   O que um belo rapaz faz sozinho aqui, sentado em uma bar?
-  Não é da sua conta!
- Hey, pra que a estupidez? Só quero conversar com você... – Ela se levanta e sussurra em meu ouvido: - ... amigavelmente.
A bela moça começa a passar a mão por cima da minha camisa e sussurrar coisas bonitas no meu ouvido.
Horas depois já estávamos no apartamento dela, não sei como isso aconteceu. Ela já estava semi-nua e eu também. Arrastei ela para a cama e começamos a fazer amor. Mas eu acabei esquecendo o principal...
... a camisinha.
Acordei no outro dia, com o sol invadindo o amplo quarto. Minha cabeça estava explodindo, pensei que tinha sido apenas um sonho e quando eu iria levantar, senti um peso sobre mim. Era a bela loira.
Definitivamente, não foi um sonho, tinha sido uma realidade muito assustadora.
Olá povo lindo que eu amo! Capítulo novinho, tirado do forno, esses feriados prolongados salvam a minha vida. Bem aconteceu uma parte meia hot, mas como a Rafaela pediu que eu não contasse com muitos detalhes e eu prometi que eu não colocaria, como promessa pra mim é divida, eu cumpri. Obrigada fofa! Bem capítulo postado, eu quero comentários. Beijinhos!

quarta-feira, 26 de março de 2014

Uma carta de amor

P.D.V. Chris 
 
          Acordei com o canto dos pássaros, o sol já atravessava a fina cortina do meu quarto. Pensei estar em casa, mas logo percebi que eu ainda estava na sede europeia da B.S.A.A.. Dormi muito mal na noite passada, minha cabeça parecia que iria explodir e eu estava muito zonzo.
          Me levanto com um pouco de dificuldade e vou imediatamente para o banheiro. Vou para frente da pia, jogo um pouco de agua no meu rosto e me assusto com o meu reflexo no espelho.
Meus olhos estavam vermelhos, meu cabelo estava todo desgrenhado e meu rosto estava todo marcado. Resolvo tomar um banho rápido e vou para a cozinha comer alguma coisa. Não consigo nem sentir o cheiro da comida, não sei porque, mesmo estando com tanta fome, eu não conseguia comer nada.
          O capitão Henry, ligou para mim, avisando que o helicóptero já estava prestes a decolar. Entrei no mesmo e decolamos para Washington D.C. Era estranho viajar sozinho, sem ninguém para conversar. Jill sempre me alegrava, riamos de coisas que não tinham sentido e até mesmo das piadas sem noção que ela fazia. Mas agora estava tudo acabado.
          Encostei minha cabeça na poltrona macia e tentei relaxar um pouco, minha cabeça estava latejando muito, tomei uma aspirina, mas de nada resolveu. Então fiquei olhando a paisagem através da pequena janela.
          Não demorou muito, eu já estava cochilando. Acordei quando estávamos chegando em Washington, meu Deus, dormir até demais. Já estava de noite, quando chegamos na base norte-americana da B.S.A.A. Não entrei no local, apenas pedi um táxi e fui direto para o prédio onde eu morava. Decidi que não iria pro meu, e sim para o de Jill. Como eu tinha a chave, fui logo entrando.
          O apartamento de Jill é muito arrumado.
          O cheiro do perfume dela ainda estava no ar, tudo estava intacto. Andei calmamente pelo lugar e pude perceber que o que mais tinha nas paredes era fotos nossas, nos S.T.A.R.S, na B.S.A.A. e até mesmo quando éramos convidados para alguma festa, fazíamos questão de tirarmos fotos um com o outro, para guardar de lembrança.
          " Bons tempos...'' - Eu pensei. '' Tempos que talvez o tempo não possa trazer de volta.''
          Continuei andando até que cheguei no quarto de minha parceira. Perfumes, shampoos, cremes, etc enfeitavam a pequena mesinha que ficava perto da porta de seu banheiro, olhei em volta e vi uma foto bem antiga minha, de quando eu era ainda da Aeronáutica.
          Vasculhei mais um pouco, e dentro de um diário, encontrei uma carta escrita pelas mãos de Jill, com a data do dia dos namorados. E meu coração quase parou quando eu descobrir que a carta era pra mim...
          Abri cuidadosamente e senti o perfume doce dela, sua letra perfeita estava em um belo contraste com a caneta rosa que ela usou para escrever. No papel estava escrito o seguinte:
          

          “ Caro Chris...
Se você está lendo essa carta é porque, com certeza, alguma coisa aconteceu comigo. Então eu vou falar o que eu sinto sem rodeios: eu estou apaixonada por você a meses, mas eu não sabia como lhe dizer.
Na maioria das vezes, você estava feliz com outras garotas. Por isso, não me atrevi a dizer-lhe o que eu sentia, por medo de você não gostar de mim como eu gosto de você, deixar de fazer você sorrir como eu faço, que vai mudar a opinião sobre mim... você deixar de ser meu amigo e meu companheiro.
Devo admitir que quando conheci você, você parecia ser um pouco arrogante. Mas agora, depois que muitos anos se passaram, eu percebi o meu erro.
Com você, eu passei os melhores anos da minha vida, você não foi como os outros homens que eu trabalhei, você sim, se preocupava com as minhas opiniões ou minhas ideias, se eu tivesse ou não certa. E o mais importante, me escutou e me respeitou.
Chris, você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Valeu a pena ter conhecido você e estar com você e você ter me feito muito feliz. Obrigado por estar sempre lá quando eu precisava, me apoiando quando era óbvio que eu não estava indo muito muito bem... como por exemplo, quando eu peguei meu ex-namorado me traindo com outra.
Lembro-me bem, foi uns dos piores dias da minha vida. Eu tinha acabado de chegar em casa e entrei no meu quarto, encontrei-o com sua suposta namorada. Deus... Eu dei muito na cara dos dois. Depois sai com raiva, sem saber pra onde ir, pois estava muito tarde. Liguei chorando para você, e embora estivesse de madrugada, você me aceitou de braços abertos e deixou eu passar a noite na sua casa.
Você me confortou a noite inteira, você me fez rir com as suas piadas sem graça, não dormiu a noite toda só para me animar. Desde então, comecei a ter uma queda por você.
Você sabe, no último Natal, foi a melhor noite de minha vida, nunca vou me esquecer. Embora eu tenha lhe machucado, não foi minha intenção. Espero que um dia você possa me perdoar pelo que eu disse. Eu não queria ter feito aquilo.
Eu só posso dizer que você é uma pessoa muito bonita, que eu te amo com todo o meu coração, eu espero que você não se esforce demais, o que é muito típico de você.
Seja feliz Chris Redfield.
Um abraço de sua amiga que te ama muito. Jill Valentine...
PS.: Não mude nunca e não fique deprimido pelo que aconteceu... Ninguém nunca irá culpá-lo pela tragédia..."



Olá povo lindo,  finalmente postei o capítulo, mesmo estando atolada de provas para estudar. Mas ok o importante é que o capítulo está pronto. Beijinhos para vocês.! <3

segunda-feira, 3 de março de 2014

Segunda temporada - Tentando superar uma grande perda


P.D.V. Chris


Após o acontecimento que causou a morte de Jill, a equipe de busca da B.S.A.A., começo as buscas pelo corpo de minha parceira. Eu ainda acreditava que ela estava viva, mas ouvi mumurros de outras pessoas dizendo que ela já devia estar morta.
Fiquei sentado em uma ambulância que estava no local, um paramédico da equipe já tinha me avaliado e me liberado, mas eu continuava lá para o caso de alguma nova informação. Enquanto eu estava olhando para o nada, meu capitão chega e fala:
- Posso conversar com você um pouco, Redfield?
- Claro.
Ele caminha até mim e se senta na minha frente.
- Lamento pelo o que aconteceu.
- Agradeço, mas seus lamentos não vai trazer Jill de volta.
- Pare de ser percimista, Chris. Talvez ela ainda esteja viva e não vamos poupar esforços para encontra-lá.
- Eu já estou perdendo as esperanças de encontra-lá viva.
Não acredito que falei isso. Uma parte de mim estava dizendo que ela estava viva sim e estava precisando de ajuda, mas grande parte de mim estava falando que ela tinha partido e eu nunca mais veria a mulher que eu sempre amei.
- Ei, por que você não vai para casa, toma um banho e tenta relaxar. Se encontrar- mos alguma coisa, iremos avisar a você.
- Não! Eu não vou sair daqui enquanto não acharem algum vestígio dela.
No mesmo instante, um membro chega com um boné na mão e eu logo o reconheço como sendo o de Jill.
- Desculpa senhor, mas a única coisa que encontramos foi isso... - Diz ele mostrando o boné azul. - ... por hoje é só. Continuaremos amanhã de manhã.
Rapidamente me levanto, mesmo os meus músculos quase gritando de dor e pego o chapéu.
- Vocês não podem parar de trabalhar! São pagos para isso.
- Sinto muito, mas está muito escuro e não podemos trabalhar assim. Continuamos amanhã cedo.
Vendo que eu não poderia fazer nada, fiquei calado vendo a equipe de buscar entrando nos carros e indo embora. Meu capitão coloca a mão em meu ombro e fala:
- Chris, eu vou te levar para casa. Você não está em condições para dirigir.
- Não capitão, eu tenho condições sim de ir sozinho para casa. Não se preocupe comigo.
- Deixe o orgulho de lado Redfield, eu vou levar você e depois eu peço para alguém levar o seu carro.
Não reclamei, até porque eu não estava em condições mesmo de dirigir. Nos levantamos e fomos até o carro do capitão que estava estacionado não muito longe dali.
A noite estava calma e o únicos barulhos que ouvíamos era o motor do carro e o coachar dos sapos. Estávamos na Europa, então estranhei quando ele disse que iriamos para casa, então perguntei:
- Estamos indo para onde?
- Para a sede da B.S.A.A. daqui da Europa, você vai passar a noite lá e eu vou organizar alguns papeis. Vou preparar um helicóptero para você decolar para Washington amanhã cedo.
Concordei e após meia hora, já estávamos na sede. Como fazemos parte da equipe, fomos muito bem recebidos.
Meu quarto era luxuoso e bem grande, exclusivos para os originais fundadores da empresa, mas nada daquilo me importava, eu apenas queria minha parceira de volta.
Ainda não tinha caído a ficha que ela tinha se jogado com meu pior inimigo, apenas para me salvar. Não entendo o motivo pela qual ela fez isso, seria por nossa amizade, ou apenas pela nossa parceira de tantos anos?
Eu nunca saberia da resposta, então resolvi tirar aquela roupa pesada e tomar um banho. Assim que terminei, fui para a cama tentar descançar e depois de tanto virar na cama, consigo dormir com um pouco de dificuldade.



Oiie gente! O capítulo veio mais rápido e pequeno, apenas para começar a segunda temporada da fanfic, a parte mais dramática da história :'( bem espero que tenham gostado. Beijos!!!

sábado, 21 de dezembro de 2013

Se preparando para um nova missão

P.D.V. Jill
~Flashback on~
Tudo aconteceu muito rápido, primeiro eu estava cuidando do ferimento de Chris, depois começamos a conversar e quando me dei conta, meu parceiro já estava por cima de mim, com os lábios praticamente sobre os meus.
Eu realmente queria que isso continuasse, mas ao mesmo tempo não queria. Tenho medo que o meu amor por ele não seja correspondido... Saio rapidamente de onde eu estava deitada e Chris me encara como se não estivesse entendendo nada.
- Jill, eu sinto muito...
-  Não Chris, eu que tenho que pedir desculpas...
~Flashback off~
Meses se passaram depois que tudo isso aconteceu, naquele dia, Chris me pediu desculpas varias vezes, não sei porque e eu me senti como uma idiota por não ter coragem de novo em dizer o que eu sinto de verdade. Agora eu estou aqui, debruçada em minha janela e olhando para a rua lá embaixo.
Tudo parecia tão parado, sem graça. As pessoas caminhavam lentamente curtindo o sol que apareceu um pouco tímido para esses lados de Nova York. De repente, meu telefone toca ao longe e eu caminho para atender.
- Alô?
- Jill, sou eu, OBrian...
- Ah sim. Como vai diretor?
- Eu estou bem. Preciso que você e Chris venham aqui na sede, porque chegaram novas informações sobre Wesker.
Meu coração travou quando eu ouvir o nome desse cara.
- Você tem certeza do que está falando?
- Absoluta Jill. Agora venha o mais rápido possível para a sede e não se esqueça de chamar Chris.
- Tudo bem.
- Ah e mais uma coisa... Não fale para ele do que se trata.
Desligamos o telefone e me sento um pouco no sofá para colocar as ideias no lugar. Não é possível que esse bastardo ainda está vivo, vagando pelo mercado negro.
Levanto-me com um pouco de dificuldade e vou para o meu quarto trocar de roupa.
P.D.V. Chris
Eu estava no banheiro fazendo minha barba, quando alguém bate na minha porta. Surpreendo-me quando vejo que era Jill.
- Jill? O que você está fazendo aqui tão cedo?
- Desculpa Chris, mas OBrian chamou a gente para uma reunião agora.
- Aconteceu alguma coisa?
Ela hesitou um pouco, mas logo respondeu:
- Não, bem eu acho que não. O diretor não falou nada. Apenas disse que tínhamos que estar lá o mais rápido possível.
- Ok, só vou trocar de roupa e já estamos indo.
- Hahaha, por que você não vai de toalha mesmo? Fica bom!
- Vai sonhando Jill.
Entro no meu quarto e escolho uma roupa que seja propícia para reuniões. Pego minha carteira e a chave do carro e desço de volta para a sala, onde Jill me esperava sentada.
- Vamos?
- Claro!
Saímos do nosso prédio e entramos no meu carro. Enquanto eu dirigia, percebo que Jill estava um pouco calada, apenas olhando a para a paisagem lá fora.
- Jill?
Ela não responde, parecia estar perdida em seus pensamentos, alguma coisa tinha acontecido. Tiro uma das minhas mãos do volante e coloco em sua perna, ganhando sua atenção.
- Você falou comigo Chris?
- Sim, o que aconteceu com você?
- Ah nada não... Por que perguntas?
- Você está tão calada, desde quando você me cumprimentou mais cedo.
- Er... Ela gagueja um pouco Não aconteceu nada, você não precisa se preocupar.
- Tudo bem, mas se alguma coisa estiver incomodando você, pode falar ok? - Ela sorri e eu retribuo.
Continuo dirigindo até que chegamos na sede da B.S.A.A.. OBrian estava sentado na sala principal estava esperando por nós.
- Valentine e Redfield, que bom que chegaram! Eu preciso conversar imediatamente com vocês dois.
Fomos para a sala de reuniões, nos sentamos no nosso lugar de sempre e o diretor começou a falar:
- O que eu vou falar, interessa muito a vocês dois, principalmente a você Chris...
- A mim? Por que?
Ele liga o projetor e aparece a imagem de um cara loiro encapuzado.
- Há um tempo atrás recebemos uma informação um pouco assustadora. Nos disseram que no meio de uma floresta na Rússia, havia uma mansão idêntica a de Arklay. Fomos investigar e realmente existe essa mansão e ela pertence a Spencer. E descobrimos também que Wesker pode estar vivo.
Minha respiração praticamente travou em minha garganta. Wesker vivo? Isso não poderia ser verdade.
- Diretor OBrian, você tem certeza que Albert Wesker ainda está vivo?
- Certeza absoluta agente Redfield. Bem, eu vou mandar vocês dois para essa missão.
- Mas diretor, não podemos ir sozinhos. Jill fala.
- Eu mandarei uma equipe com vocês, para o caso de alguma coisa acontecer.
- Tudo bem, a que horas iremos sair? Questiono.
- Bem, eu vou mandar o helicóptero partir às 10 da noite, mas venham uma hora antes para vestirem o uniforme e ficarem mais preparados. Estão liberados.
Saímos da sala de reuniões e fomos direto para o estacionamento.
- Eu ainda não acredito que aquele cara está vivo. Comenta Jill.
- Eu também não, pensei que aquele filho da mãe estava queimando no mármore do inferno.
- Bem, ele vai queimar quando pegarmos e matarmos ele.
Rimos com o comentário dela e entramos no carro para ir para casa. Só achei estranho o fato de Jill não ter se espantado com a noticia que Wesker está vivo.
- Jill?
- Fale...
- Percebi que você não ficou muito impressionada quando soube que Wesker estava vivo.
Ela vacilou um pouco e responde:
- Hum... Eu já sabia sobre isso...
- Você... Sabia?
- Sim. OBrian me ligou de manhã cedo e me avisou.
- Por que você não me contou? Nunca escondemos nada um do outro.
- Desculpa, mas o diretor pediu sigilo, eu e ele sabemos que você é pavio curto.
- Sim, mas não custava nada ter falo para mim.
- Chris, não fui eu que quis fazer isso, foi OBrian que pediu, então não brigue comigo.
- Tudo bem, não é culpa sua. Quer ir pro meu apartamento?
P.D.V. Jill
- Ah, claro. Se não for um incomodo.
- Claro que não bobinha.
- Tudo bem, se você insiste.
Chris continuou dirigindo. Senti uma coisa esquisita sobre essa mansão, como se alguma coisa fosse dar errado. Nunca senti isso, nem nas missões mais perigosas, mas agora senti. Resolvi esquecer isso, talvez eu estivesse errada e que nada de ruim iria acontecer, afinal de contas eu vou estar com Chris, e ele nunca deixaria que algo de ruim acontecesse comigo.
Finalmente chegamos, Chris estaciona o carro na garagem e depois subimos para o apartamento dele, que primeira vez na vida está tudo arrumado.
- Meu Deus, o que aconteceu aqui?
- Pelo que eu saiba, nada. Por que?
- Porque está tudo tão arrumadinho. Os Redfields tem o costume de ser bagunceiros.
- Ei, minha irmã não é tão bagunceira assim.
- Tem certeza? A ultima vez que eu fui na casa dela, tinha pizza até dentro do banheiro.
- Claire não bate muito bem da cabeça. Você quer chocolate quente?
- Só se você me deixar ajudar.
- Tudo bem, vamos.
Fomos para a cozinha, Chris estava fazendo o chocolate, enquanto eu estava pegando os copos. Uma sensação estranha correu pelo meu corpo e eu acabei deixando o copo cair.
- Jilly, o que aconteceu?
Não respondi, apenas comece a chorar e meu parceiro rapidamente veio me abraçar.
- Hey, o que foi?
- Chris eu estou com medo.
- Medo de que?
- Medo dessa missão. Alguma coisa vai dar errado. Ele se afasta e fica me encarando.
- Nada vai acontecer, ok? Agora para de chorar porque eu não quero ver você chorando. Ele fala enquanto limpava minhas lagrimas. Vai dar tudo certo, eu vou proteger você, não se preocupe. Eu vou cuidar de você.
- Meus soluços pararam e eu o ajudo a pegar os cacos de vidro que ficou espalhado pelo chão. Depois voltamos a fazer a bebida. Conversamos bastante, até dar 8:00 da noite e então saímos. Tudo parecia estar tão melancólico e sem vida.
- Não havia pessoas passando pelas ruas, havia apenas algumas prostitutas querendo ganhar dinheiro para se sustentarem. Chegamos na sede e fomos cumprimentados pelo pessoal do turno da noite, nosso capitão veio nos cumprimentar.
- Olá meus agente favoritos! Estão preparados para a missão?
- Sim, apenas um pouco com sono.
- Ah, mas tudo bem, assim que isso tudo acabar, vocês poderão descansar a vontade. - Bem, eu vou ter que me vestir, com licença.
- Claro Valentine, eu e Redfield iremos conversar um pouco.
P.D.V. Chris
- Assim que Jill saiu nosso capitão falou:
- Você está apaixonado por ela, não é?
- Senhor...
- Chris, por enquanto esqueça que eu sou seu superior, me veja apenas como um amigo.
- Tudo bem.
- Agora me responda, você está ou não apaixonado por Jill?
- Sim, eu estou apaixonado por ela.
- Eu já tinha percebido esse seu comportamento estranho quando está perto dela e realmente, ela é uma garota de ouro.
- Mas eu não sei se ela sente o mesmo por mim.
- Talvez sim, Jill é um pouco tímida nesses assuntos.
- Sim, eu vou tomar coragem e contar tudo para ela.
- Esse é meu garoto! Disse ele dando leves tapinhas em minha costa. Vou falar para o piloto ligar o motor do helicóptero.
- Ok.
Ele pega o elevador e vai para o heliporto, fico pensando um pouquinho no que ele disse e volto a realidade assim que Jill toca meu ombro.
- Pronto parceiro?
- Claro parceira.
Caminhamos até nossos armários e quando chegamos Jill pergunta:
- Chris, posso fazer uma pergunta?
Claro. - Por que você está estranho comigo?
- Estranho? Como assim?
- Toda vez que eu estou perto de você, parece que muda de uma hora para outra. Você sempre fica nervoso. Suspirei em derrota, sabendo que ela praticamente sabia.
- Eu vou contar para você assim que essa missão acabar, ok?
- Por que não pode ser agora?
- Porque eu preciso encontrar as palavras certas para te contar.
- Tudo bem. Mas você promete que vai me contar o que está te perturbando?
- Sim, eu prometo.
Arrumamos nosso armamento e subimos para o heliporto, o tempo estava nublado e um vento frio batia em nosso rosto. Subimos no helicóptero e começamos a olhar o mapa da região em que iríamos investigar.
- A gente vai entrar pela entrada principal e iremos vasculhar tudo. Eu falo.
- Tudo bem. - Jill, eu quero que você tome muito cuidado com essa missão. Não sabemos o que tem dentro daquela mansão.
Ela sorri e me da um beijo na bochecha.
- Pode deixar, eu sei que você vai me proteger, né?
- Claro que sim, mas você sem que se cuidar mocinha.
- Pode deixar parceiro!
Continuamos conversando e em um momento Jill acaba dormindo e coloca a cabeça sobe o meu ombro. Ela parecia tão perfeita, quer dizer, ela é perfeita.
Espero que ocorra tudo bem nessa missão, para que no final eu possa dizer o quanto eu amo ela...

sábado, 14 de dezembro de 2013

Tentativa de aproximação

P.D.V. Chris
Assim que Jessica foi embora, me joguei no meu sofá e fiquei pensando em como estaria Jill em uma dessa. Será que ela realmente ficou com raiva de mim ou apenas falou da boca pra fora? Isso eu não sei, só sei que eu devo pedir desculpas para ela...
Bem, se ela aceitar o meu pedido de desculpas...
Levantei meu traseiro do sofá e caminhei preguiçosamente para o apartamento de Jill que fica bem na frente do meu. Bati e rezei para que minha parceira abrisse. Mas quando a porta realmente abril, fiquei com raiva.
Carlos...
Redfield! O que você que?
Carlos, chegou alguém... Chris? O que você ta fazendo aqui?
Eu quero falar com você Jill.
Sai daqui, ela não tem mais nada pra falar com você! - O latino coloca a mão no meu peito e me empurra para fora.
Em um movimento rápido, seguro a mão dele e aperto.
Pelo que eu saiba, você não manda e nem vai mandar nela, então dá licença!
Licença o caramba! Você magoou muito a Jill, então porque você não procura aquela sua namoradinha mentirosa e não vai fazer carinho nela?
Cala a boca vocês dois. Chris, por favor, vai embora, eu não tenho mais nada para falar com você!
Jill, dá pra você escutar. Eu só quero conversar e depois eu vou embora.
Assim que termino de falar, sou acertado com um soco no rosto vindo de Carlos e me seguro no batente da porta para não cair.
Isso é pra você não nós perturbar e agora vai embora!
Me viro e olho furiosamente para Carlos, que me encarava com um sorriso vitorioso no rosto.
Agora você vai aprender a não me bater mais, seu latinozinho de merda.
Dou um soco não muito forte em Carlos e ele revida, só que desvio e continuamos brigando no corredor, até que Jill grita:
Carlos e Chris! Se vocês não pararem de brigar agora, eu vou ai e dou uma surra nos dois!
Paramos na hora, porque não queríamos apanhar de uma mulher. Seria muita humilhação.
Carlos, você pode ir embora, obrigado por sua companhia.
Mas Jill...
Carlos, faz o que eu mando, por favor!
Tudo bem. Eu sei que você quer ficar com o seu amiguinho, mas a próxima vez que ele te decepcionar, não vem ligar pra mim que eu não vou ficar ouvindo o meu mimimi.
Primeiro, não fui eu que liguei pra você, foi você que veio na minha casa por livre e espontânea vontade e segundo, se eu quiser desabafar, eu desabafo com o meu cachorro, pelo menos ele vai me ouvir sem dar opiniões idiotas. Bem, agora que eu já terminei, você pode ir embora.
Jilly, você está chamando minhas ideias de idiota?
Não Carlos, você é um idiota por si só. Agora tchau!
Ele se levanta meio cambaleante e vai embora sem olhar para tras e quando pensei que Jill iria me dar uma bronca maior, ela fala:
E você Chris, entra. Vamos limpar esse seu nariz sujo de sangue. Entramos e o lutar estava com um incrível cheiro de lavanda, o tipico cheiro de Jill e imediatamente fui recebido por Dick, que pulou em cima de mim quando me viu.
E ai garoto? Cuidou bem da sua mãe?
O cachorro late como se estivesse afirmando. Jill sorri com a cena e fala:
Chris, senta no sofá.
Faço o que ela pede e minha parceira senta na minha frente para poder limpar o sangue que escoria do meu nariz.
Quantas vezes eu tenho que dizer que não é pra você se meter em brigas, senhor Redfield?
Desculpa doutora Valentine, mas aquele cara me tira do serio.
Ei, para de fazer graça! Eu to falando serio.
Eu também to, ok?
Hahaha. Bem o que você queria falar comigo?
Eu queria te pedir desculpas pelo que eu fiz naquele dia que Jessica deu um escândalo aqui na sua casa.
Caiu na real foi?
Hahaha muito engraçado! Sim, percebi que eu sou um completo idiota e Jessica só queria me enganar com aquele filho falso.
Você é idiota mesmo Chris! Tava mais que na cara que ela estava mentido e você caiu feito um patinho.
Puxa Jill, obrigado pelo conselho.
Não estou criticando, só estou falando que você conhece muito bem a garota com quem você namorou e sabe que ela não é muito confiável e do nada ela aparece gravida. Claro que só poderia ser mentira.
Tudo bem, já aprendi a lição. Da próxima vez eu tenho que valorizar mais a opinião da minha parceira.
Jill da um risada sem graça e cora um pouquinho. Ela ficava linda com o rostinho vermelho de vergonha, quer dizer, ela sempre foi linda. Fiquei sorrindo igual a um bobo quando ela me olhou no olhos, mas depois me senti constrangido e perguntei:
O que ouve entre você e Carlos?
O sorriso dela imediatamente desapareceu, ela colocou o kit de primeiro socorros e se senta ao meu lado.
Ah... Nada de mais. Ele chegou aqui, conversou um pouco comigo, me roubou um beijo, apesar de eu não corresponder e depois acabamos na cama.
Na cama Jill? Perguntei com a voz meia tremula.
Ei, quando eu disse que acabamos na cama, é que eu acabei dormindo e Carlos me levou para a minha cama, só isso. Não pense besteira...
Soltei um suspiro de alivio ao ouvir aquilo, a ultima coisa que eu queria era aquele latino metido, dormisse com a garota que eu amo.
E com você e a Jessica... rolou alguma coisa?
Não senti firmeza nas palavras de Jill, era como se ela estivesse com medo de que estivesse rolado alguma coisa entre mim e a piranha da Jessica.
É claro que não Jilly.
Hum... Que bom hein.
Deixa de ser ciumenta garota.
E desde quando eu sou ciumenta?
Desde sempre mocinha.
Rimos e eu começo a fazer cócegas nela, nos jogamos no sofá e Jill não parava de dar gargalhadas altas.
Chris, para por favor!
Eu paro e ficamos nos encarando por um momento, até abaixei minha cabeça mais um pouquinho e pude sentir sua respiração quente e ofegante... ... quando percebi, nossos lábios já estavam se tocando...

sábado, 26 de outubro de 2013

Uma Grande Descoberta

P.D.V. Jill

Eu ainda não sabia como Jessica abrir a porta da minha casa. Ela tinha um sorriso vitorioso no rosto, como se soubesse de alguma coisa e não quisesse contar.
- Fala logo o que você quer Jessica!
- Bem, como você sabe, a um tempinho atrás, tive um relacionamento amoroso com o seu querido parceiro Chris Redfield.
- Sim e eu com isso?
- Hum... Desse nosso incrível conto de fadas, nasceu um fruto que agora está dentro de minha agora.
Não entendi direito o que ela quis dizer, um relacionamento, depois um fruto, isso queria dizer que... Não! Isso não poderia ser verdade!
- Eu gravida queridinha!
- O que?
Uma voz falou atrás de mim e eu logo percebi quem era. Chris...
  

P.D.V. Chris


Eu não podia acreditar em que eu estava ouvindo. Jessica tinha acabado de dizer que estava grávida, e era bem provável que o filho era meu.
- O que você acabou de dizer Jessica? – Perguntei me aproximando de Jill, que me encaravam assustada.
- Foi isso mesmo que você ouviu Chris, eu estou esperando um filho seu.
- Como você pode ter tanta certeza?
- Você foi a última pessoa em que eu tive relações. Ou ele é seu filho, ou então é filho de chocadeira.
Ela riu e depois continuou:
- Percebi que Jill está mais chocada de que você que recebeu a notícia que seria pai.
Jill solta um suspiro e fala quase em um sussurro:
- Chris, você não percebeu que tudo o que ela falou é mentira?
- Jill, como você pode ter tanta certeza?
- Eu já falei isso, mas vou falar de novo. Tá mais que obvio que Jessica que dar o golpe do baú.
Jessica ri e rebate:
- Princesa, eu acho que o meu bebê vai nascer com defeito com o tanto que você joga pra nele.
- Ei, chega vocês duas! Jessica, isso é verdade ou não?
- Meu amor, como você pode duvidar de mim? Essa invejosa só está falando isso porque ela nunca vai encontrar alguém que realmente ame ela.
Ela tem, apenas não sabe quem é... - Pensei.
- Jill, vamos conversar em outro lugar.
Ela concorda e fomos até o quarto, que ficava um pouco longe de onde Jessica estava, assim ela não poderia ouvir o que estávamos conversando.
- Jill, você perdeu o juízo foi?
- Não Chris, eu acho que foi você que perdeu a noção do perigo.
- Por que?
- Por que? Você já percebeu o que Jessica acabou de falar?
- Claro que sim, que eu vou ser pai!
- Chris, pensa comigo. Por que diabos Jessica iria querer engravidar de você se ela tem maior ódio da gente?
- Sei lá Jill, não sou adivinho.
- Mas não é preciso ser adivinho pra saber que ela só está fingindo.
- Me de um motivo para eu não acreditar nela.
- Olha, geralmente quando a mulher tá gravida, o estomago dela fica bastante sensível. Então, ela deveria ter ficado com enjoo de seu perfume que é bastante forte.
- Ela poderia estar e não ter falo nada.
- Claro que não! Ela iria diretamente para o banheiro e colocar tudo pra fora assim que sentisse o cheiro.
- Mesmo assim, ainda não estou convencido!
- Então que se dane! Se você prefere acreditar nela, foda-se!
Jill me empurra e volta para a cozinha, onde Jessica acariciava a sua barriga.
- Ok, acabou por hoje. Você dois, fora da minha casa agora!
Ela se encosta na porta. Jessica foi a primeira a sair, dando um sorriso diabólico, quando chegou a minha vez, minha parceira puxa a manga da minha camisa e faz com que eu ficasse da sua altura e logo sussurrou em meu ouvido:
- Espero que você quebre a cara quando descobrir que isso tudo isso não passa de uma mentira cabeluda e quando a ficha realmente cair, que você não venha chorar pra cima de mim, porque eu não vou ficar aturando as suas burradas. Estamos entendidos Chris Redfield?
Ela me empurra para fora de seu apartamento, antes mesmo que eu podasse protestar. Será que ela realmente estava certa?



Hey pessoal, espero que tenham gostado do capítulo, porque deu um trabalhão pra ele ficar pronto. Será que Jessica realmente está gravida ou é mais uma das suas armações para separar nosso casal? kkkkk Quero agradescer ao leitor Felipe Oliveira que deu a ideia de Jessica estar gravida, muito obrigada! Bem, BEIREVIL pra vocês!