quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Erick Redfield

De que diabos aquele cara estava falando? De que ex-namorada? E o mais importante, quem era aquela criança? Essas e outras perguntas preenchiam a minha cabeca de um modo inexplicável. Tudo aquilo estava sendo novo demais para mim, sinceramente, eu queria sumir do mapa e nunca mais aparecer...
... eu queria morrer!
Dei um último adeus a minha eterna melhor amiga, o ar estava gelado e aquilo tudo me incomodava, aquele cenário no qual eu presenciava, parecia ter saído de um filme de terror. E sim, a minha vida tinha praticamente virado um, de três anos para .
"Não adianta, ela nunca mais vai voltar..." - esse mesmo pensamento estava na minha cabeça a semanas, parecia uma praga grudada em mim, que não queria me deixar em paz. Talvez, a minha paz iria voltar quando o sumiço de Jill fosse realmente esclarecido.
"Eu sei que ela não vai voltar, porra!" - eu repetia isso diariamente em meu subconsciente.
Caminhei lentamente até meu carro, tudo tinha acontecido tão rapidamente, que parecia que eu tinha me perdido no tempo. Parecia que até o modo de como as folhas das árvores caiam estava diferente, eu estava ficando dia a dia mais louco, totalmente fora de mim, mas isso não importava, o que importava nesse momento era que eu tinha que ir ate o hospital para ajudar o meu filho.
Quando cheguei no centro de medicina do qual eu havia recebido a ligação, fui diretamente para a recepção, onde fui atendido por uma gorda branquela que estava se entupindo de rosquinhas.
- O que o senhor deseja?
- Primeiramente, boa tarde. Eu sou Chris Redfield e recebi uma ligação informando que minha ex-namorada e meu suposto filho deram entrada nesse hospital.
- Sim, me acompanhe ate a ala de emergência.
Andamos pelos corredores vazios e estranhos, eu odiava com todas as minha forças qualquer hospital, tinha passado os piores momentos de minha vida em um hospital. Chegamos em uma replica um pouco menor da sala de espera principal, algumas pessoas estavam sentadas lendo revistas e bem mais longe de todo mundo, havia um garotinho que devia ter 5 anos de idade com um imenso copo de café em suas pequeninas mãos.
- Aquele ali - disse a gorducha apontando para o menino - é o seu filho. Tenha um pouco de paciência e muita calma com ele, pois o mesmo pode estranhar a sua presença e também o pequenino deve estar preocupado com a sua mãe que a cada momento, piora seu estado clinico.
- Muito obrigado pelas dicas, vou tentar ser mais paciente possível.
Fiquei admirado aquela criatura que não chegava a ter nem um metro de altura. Era incrível como ele era tão parecido comigo, apesar de alguns hematomas, a criança continuava lindo, os olhos eram de um azul muito vivo, igual de sua mãe, após ver cada detalhe de meu filho, tive um breve vislumbre que quem poderia ser a sua mãe. Ele era tão bonito quando ela, as semelhanças apesar de serem poucas, davam para perceber o quando ele tinha a personalidade parecida com a minha.
Um verdadeiro Redfield.
Fui relutante ao seu encontro, seu olhar firme observava com atenção a sala  e principalmente para mim, que andava no seu caminho. De uma hora para outra, fiquei tenso e nervoso ao mesmo tempo. Quase não conseguia acredita que aquela criatura tao perfeita podia ser meu filho. Assim que sentei ao seu lado, ele segurou minha mão, minha vontade foi de chorar com esse ato, mais me segurei quando ele disse a seguinte frase:
- Bem que mamãe disse que você estaria aqui para me proteger.
- Meu filho...
- Pai, mamãe vai mesmo morrer?
Aquilo literalmente partiu meu coração ao meio, aquela criança, ainda tão jovem, parecia entender o mundo e compreender as coisas melhor do que eu, mas por mais que me doesse, caso alguma coisa acontece, eu teria que falar para ele a verdade, mesmo que isso fosse um choque tremendo tanto para mim, quando para ele.
- Não, a sua mãe não vai morrer. Mas vamos mudar de assunto. Qual é o seu nome?
- Erick Redfield. E o seu?
- Chris Redfield.
- Quando eu crescer, quero ser forte igual a você...
Mas nossa conversa foi atrapalhada quando o medico geral daquele local me chamou para conversar em particular no seu escritório.
- Olá Chris. Meu nome eh Marcos Peres e fiquei encarregado de cuidar da sua namorada...
- Desculpa, mas ela eh minha ex.
- Perdoe minha falta de atenção. Fizemos o possível e o impossível para salvá-la, mas foi em vão. Sinto muitíssimo, mas ela acabou falecendo. A boa noticia é que antes de morrer, conseguimos tirar a sua filha e salva.

domingo, 17 de agosto de 2014

Voltei meu povo...

Olá gente! Eu finalmente voltei para o blog. 
Confesso que pensei em parar de escrever por motivos pessoais e pela minha doença também - sim eu nem pude aproveitar as minhas férias porque tive que viajar para cuidar da minha saúde - enfim, eu resolvi dar uma mudada no visual do blog, acho que assim ficou melhor.
O mesmo ainda está em manutenção então pode ser que algumas coisas der problemas, mas com o tempo eu resolvo esses problemas.
Bem, acho que por enquanto é só. Beijinhos doces no coração de cada um 

PS.: Gente ainda não sei a data certa que irie voltar as postagens, talvez semana que vem...

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Finalmente férias

Bem pessoal, eu tenho uma pessima notícia para dar. Eu vou ficar esse mês todo sem escrever porque eu vou viajar e mesmo eu preciso descançar um pouco a cabeça. Prometo que assim que voltar eu continuo a postar a fanfic. Beijitos pros que ficam :*

terça-feira, 24 de junho de 2014

Darkness Surrounding

~Três anos depois~

~Narrador on~

- Mamãe, já estamos chegando? – Pergunta Erick enquanto brincava com seu ursinho de pelúcia.

- Calma querido, falta apenas alguns quilômetros. – Responde a mãe sem tirar os olhos da estrada.

- Ainda falta muito para eu conhecer o meu pai?

- Não filho, mas primeiro tenho que conversar com ele.

- Sobre o que?

- Algumas coisas pessoais meu anjinho.

Enquanto ela olhos de relance para o filho, percebeu o tanto que ele era parecido com o pai.

“Talvez seu pai possa me perdoar algum dia por eu não ter lhe falo que estava grávida.” – Pensou e depois virou a atenção para a rua.

~Casa dos Redfield’s~

Claire estava terminando de preparar o café da manhã enquanto esperava seu irmão sair da cama. Ele tinha acabado de voltar ontem do hospital após ter um leve queda de pressão. A ruiva resolveu ligar a televisão e colocar nas noticias locais.

- Noticia urgente! – Falou o repórter. – Esta manhã, às 8:30, um acidente de carro na altura da entrada de Washington. Ainda não sabemos de todos os detalhes, só sabemos que uma mulher de trinta anos viajavam com seu filho de três anos. Infelizmente ela e a criança ainda estão presos nas ferragens. – E começou a mostrar imagens do acidente. – Acabamos de saber eu o acidente foi provocado quando o carro da moça derrapou na pista e bateu de frente com um ônibus de turismo. Os nomes das vitimas são: Ninah Gilbert e Erick Redfield Gilbert.

Assim que Claire ouviu esses nomes, imediatamente desligou a televisão. Ela sabia muito bem quem era a mulher e a criança.

~Flashback on~

- Você está o que, Ninah? – Claire ouviu perfeitamente o que a garota tinha falado, mas não estava acreditando no que tinha ouvido.

- Isso mesmo que você ouviu Claire, eu estou grávida do seu irmão e não sei o que fazer. Acho que vou abordar.

- Pelo amor de Deus, não faz isso. Conversa com Chris, talvez ele entenda e...

- Não Claire. Ele vai achar que eu fiz isso só para pegar o dinheiro dele e eu não quero que ele pense que sou uma interesseira.

- Você quer que eu converse com ele?

- Não precisa. Meus tios moram na Califórnia, vou ficar por lá até a criança crescer, quando eu achar está na hora eu procuro vocês. Adeus Claire Redfield.

- Adeus Ninah.

~Flashback off~

- Ninah...

- Claire, você me chamou?

- Não. Mas já que você apareceu, o café está pronto.

- Obrigada. – Ele se senta e percebe o jeito estranho de Claire. – Claire, aconteceu alguma coisa?

- Não! Está tudo perfeitamente bem. – Ela dá uma risadinha sem graça.

- Hum...

- Ah, você tem psicóloga hoje.

- Eu não quero ir a psicólogo. Isso é coisa de louco.

- Chris, quem cuida de loucos são psiquiatras.

- É a mesma coisa.

Claire revira os olhos.

- Você está melhor Chris?

- Bem, estou um pouco melhor. – Responde enquanto levava a xícara até a boca. – Ah, a psicóloga disse que era bom para o meu recuperamento se algum parente da família pudesse ir comigo na sessão de hoje. Será que você poderia ir comigo?

- É claro que eu posso ir. – Diz a ruiva sorrindo.

- Então... o que estava passando na TV?

- Um acidente de carro na entrada da capital.

- Alguém morreu?

- Por enquanto não. Espero que fique tudo bem...

- Eu também. Bem eu vou subir para mudar de roupa.

- Ok.

A ruiva tirou as louças da mesa e colocou na maquina de lavar louças e voltou imediatamente para a televisão, ligando-a para ver se ainda estava passando a noticia do acidente, mas já tinha acabado e agora estava em um programa sobre saúde.

~Horas depois~

Os irmãos Redfield estavam sentados na sala de espera do consultório de psicologia. Chris estava mais nervoso do que sua primeira consulta com o psicólogo, a dois meses atrás.

Sua irmã, vendo que ele estava inquieto, perguntou:

- O que você tem Chris?

- Estou um pouco nervoso.

- Não precisa ficar nervoso, é uma consulta como outra qualquer.

- Você não entende.

- Entendo sim. Você acha que eu não me preocupo com você, mas eu me preocupo muito e tudo isso que aconteceu não foi culpa sua. Você fez de tudo para proteger Jill e se você ficar com esse pensamento na cabeça que a morte dela foi sua culpa, isso vai te destruir por dentro. Entendeu Christopher Redfield?

Chris observa tudo em silencio e abaixa a cabeça por um momento. Claire, percebendo que foi um pouco dura demais, abraça o irmão e fala mais calmamente.

- Hey Chris, não foi minha intenção magoá-lo, mas você fica com essa idéia perturbadora que foi você quem provocou tudo isso e isso me machuca porque eu não gosto que você fique se crucificando por algo que não foi você.

- Mas Claire, eu poderia ter evitado tudo. Eu poderia ter pedido pra ela embora, ela mesmo sentiu uma coisa ruim sobre essa missão e eu ainda permiti que ela fosse comigo mesmo eu sabendo do perigo que essa missão representava.

- Você acha que ela iria ir embora sabendo que o maior inimigo de vocês dois estaria naquela sala querendo matar você? É claro que não! Jill era muito inteligente e jamais teria uma idéia insensata igual a essa. Ela fez o que pode para pode salva-lo mesmo que isso lhe custasse a vida e você tem que entender isso.

- Desculpa Claire, as vezes eu falo as coisas sem pensar.

- Eu te entendo Chris, essa fase não é fácil para ninguém, mas vamos superar isso juntos.

Enquanto isso, a psicóloga sai de sua sala e cumprimenta os dois:

- Bom dia Chris! Olá, você deve ser Claire.

- Sim. Claire Redfield.

- Prazer Claire. Eu sou Andrea Perkins, psicólogo de seu irmão.

As duas dão um aperto de mão caloroso e Andrea continua:

- Você poderia vir no meu escritório Claire? Preciso falar com você à sós.

- Claro. Chris já volto.

A ruiva segue a psicóloga ate o seu escritório e as duas entram no mesmo. Ele era simples e aconchegante, as paredes eram pintadas de marrom claro e era decorado com vários diplomas universitários.

Andrea se sentou à sua mesa e Claire sentou em sua frente.

- Bom – a psicóloga começou. – acho que você sabe o motivo que eu lhe chamei aqui.

- É sobre meu irmão, né?

- Exato. Eu preciso que você responda algumas perguntas com sinceridade. – ela pega um bloco de notas. – Por favor, eu quero que você seja bastante honesta e Chris vai saber de tudo, então não se preocupe com o que vai falar.

- Ok.

Alguns longos minutos depois, Chris já estava ficando nervoso novamente querendo saber o que estava acontecendo dentro daquela sala. Então ele ver Claire saindo da sala.

- Sobre o que vocês falaram?

- Nada – responde a ruiva encolhendo o ombro e sorrindo.

A B.S.A.A. contratou uma psicóloga para Chris após um fato catastrófico dele que quase tirou sua vida.

~Flashback on~

Claire tinha acabado de chegar em casa. Chris estava passando alguns dias com ela após recomendações de seu médico. De repente, ela ouviu alguns grunhidos vindo do quarto de seu irmão, então começou a andar nas pontas dos pés para que sua bota não fizesse ruídos no piso. Quando abriu a porta devagar, viu uma cena horrível.

Chris estava com uma lamina, cortando o seu pulso ferozmente, sem pudor. A mesma cravava forte mente em sua pele, fazendo sangue escorrer do braço e sujar o carpete e suas roupas. Lagrimas escorriam dos olhos de seu irmão.

- Chris!

Ele para imediatamente, Claire corre até ele e tira a faquinha de sua mão.

- Chris, o que deu em sua cabeça?

- Eu simplesmente não sei...

- Por favor não faça mais isso – diz ela se levantando e pegando um kit de primeiros socorros.

Assim que o curativo ficou pronto, Chris abraça fortemente a irmã.

- Me perdoa Claire...

~Flashback off~

- Fico feliz que o seu pulso está bem melhor – Fala Claire sorrindo.

- Sim – Chris abaixa a manga a do moletom, envergonhado.

Andrea sai de sua sala e encara Chris.

- Você está com frio Chris?

- Não.

- Se você quiser, eu posso desligar o ar-condicionado e...

- Eu já disse que não! – Responde secamente.

Na verdade, ele só estava com o moletom por causa das bandagens no braço.

- Vamos entrar, eu tenho que lhe ajudar.

- Eu não quero falar com você, eu não quero falar com ninguém e eu não preciso da sua ajuda. Será que dar pra você assinar a porra de um papel dizendo que eu já estou bem e posso trabalhar! – Chris grita, fazendo Andrea e Claire ficarem paralisadas.

Ele sai do consultório e fica olhando de um lado para outro, sem saber pra onde ir. Tudo que ele queria é ficar sozinho e tentar reorganizar a sua cabeça. Finalmente decidiu ir ao cemitério, ele precisava ficar um pouco “perto” da única pessoa que poderia ajudar ele. Jill Valentine.

Após andar um pouco ele finalmente chega e senta na frente da tumba de sua parceira.

- Oi Jill, desculpe eu não vir mais vezes te visitar, eu estava muito ocupado fazendo coisas estúpidas. Espero que um dia você possa me perdoar por não ter sido capaz de te proteger e de não ter confessado pra você o que já era obvio para todo mundo. Eu sempre te amarei Jill, sempre. Mas agora eu preciso ir, irei trazer flores e te visitar todos os meses. Adeus Jilly.

Enquanto Chris já estava um pouco longe do túmulo de sua amiga, seu celular toca e era um número desconhecido, então ele atende:

- Alô?

- Chris Redfield?

- Ele mesmo

- Aqui é do hospital, seu filho Erick Redfield está aqui. Você poderia dar uma passadinha pra pegar ele?

- Desculpe, mas eu não tenho nenhum filho.

- Você não é o pai de Erick Redfield? Filho de sua ex? Tememos que ela possa morrer a qualquer momento... venha aqui imediamente.

Então a chamada é finalizada.

Uffa! Finalmente de férias! :3
Capítulo pronto, espero que gostem!

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Curtindo a vida

P.D.V. Claire

Nada como um dia após o outro.

Todos ainda estávamos muito abalados, principalmente Chris. Ele havia mudado bastante. Já não víamos o brilho em seu olhar e nem o sorriso em seus lábios.

Confesso que também mudei. Não é fácil perder um amigo que já fazia parte da nossa família. Entrar na luta contra o bioterrorismo é muito complicado. Um dia é de luta e o outro é de luto. Mas no fim, sempre conseguimos alcançar o nosso objetivo: conseguir a glória e a paz por um tempo.

Mas bem, voltando a realidade. Acordei sozinha em casa e isso não era novidade. Leon iria passar o dia comigo, nesse domingo frio de novembro.

Ah, esqueci de falar! Faz um tempo que eu estou começando a gostar de Leon, mas eu não sei se ele faz o mesmo. Mesmo assim, percebi que ele me encara de um modo estranho.

Bom, só acho...

Pego uma xícara com café e sento-me em minha varanda observando a pacata rua lá embaixo. Estava muito calma, o que não era comum acontecer nesse período do ano.

Me distraio por um estante e volto para a realidade, corro para abrir a porta e meu coração quase para quando vejo a pessoa.

Era Leon.

- Oi Claire!

- O-oi Leon!

- Nossa parece que você viu um fantasma. Posso entrar?

- Claro. Sinta-se em casa.

Ele entra e sorrir para mim maliciosamente. Droga! Eu amo esse sorriso.

Ofereci um café e ele aceitou. Fui para a cozinha esquentar o mesmo e volto para sala rapidamente.

- Obrigada, mas eu vim aqui para outra coisa.

- Que outra coisa Leon?

Ele bebe um pouco do café e depois coloca de lado.

- Bem Claire – Ai isso ta me deixando nervosa. – a muito tempo que eu queria te contar uma coisa mais nunca tenho coragem.

- Leon, eu também preciso te contar uma coisa, muito importante que não dá pra esperar e se eu esperar eu não vou conseguir coragem para desabafar o que está a muito tempo entalado na minha garganta.

- Não Claire! Eu tenho que te contar primeiro.

Respirei fundo e pedi para que ele prosseguisse.

- A gente é amigos e nos conhecemos a muito tempo. Certo?

- Sim.

- Ai eu fiquei lembrando algumas coisas e percebi outra.

- Que coisa Leon?

- Que eu estou extremamente apaixonado por você!!

Meu coração parou – literalmente – eu não sabia que Leon.

- Claire, eu sei que isso pode parecer loucura, mas eu penso em você 24 horas por dia, não paro de pensar em você nenhum minuto se querer, eu te amo muito. Não sei se você sente o mesmo, mas eu precisava contar isso pra você se não eu morreria sufocado com isso.

- Leon... nossa! Eu nem sei o que falar. Eu também te amo muito e a muito tempo eu to com esse sentimento guardado. Puxa, eu não tinha contado nada pra você porque eu tinha medo de você não sentir o mesmo e me achar uma trouxa. Tinha medo de você ter outra pessoa e não querer saber de mim. Desculpa por te esconder esse sentimento importante a muito tempo. – Ele coloca o dedo indicador nos meus lábios e faz com que eu pare.

- Não Claire! Eu jamais pensaria isso de você. Eu que tenho que me desculpar...

Não agüentei e puxei Leon para um beijo. Ele beijava de um jeito diferente e apaixonante, o gosto de seus lábios era incrível!

Fomos para o meu quarto e coisas aconteceram ate termos um orgasmo fantástico juntos.

- Obrigada Leon por proporcionar um dos dias mais feliz da minha vida.

- Eu é que tenho que agradecer por ter uma garota incrível do meu lado. – Ele me abraça e sussurra no meu ouvido. – Eu te amo Claire Redfield...

sábado, 24 de maio de 2014

When You're Gone

P.D.V. Chris

~Meses depois~

Meses se passaram, desde que deitei-me com aquela mulher. Foi um dos maioreres erros que eu cometi, mas eu não queria que estivesse acontecido, mas aconteceu...

... não podemos chorar pelo leite derramado.

Naquela noite, eu queria apenas esquecer um pouco da vida, dos problemas, então fiz aquilo.

~Flashback On~

Amanheceu e eu estava com uma terrivel dor de cabeça. Tentei me levantar, mas havia um peso sobre mim. Era a tal loira.

Terei-a de cima de mim, mais cuidadoso possivel, e coloquei-a de volta na cama.

Me vesti devagar e sem fazer barulho e fui embora. Minha consciência ficou bastante pesada, mas eu precisava me libertar um pouco.

~Flashback Off~

Mas hoje, o dia amanheceu triste. O sol estava escondido atras das nuvens, os pássaros cantavam melancolicamente e meu coração estava em pedaços.

Isso tudo aconteceu porque eu havia recebido a noticia de que o corpo de Jill não foi encontrado e as buscas haviam sido encerradas. O enterro seria hoje.

Na verdade, seria apenas um caixão vazio que enterrariam. A unica coisa que encontraram de minha parceira, foi o seu tão amado chapéu, que usava para dar sorte.

Eu estava descepcionado demais para ir, mas Claire insistiu. Fiquei obseervando as pessoas chegando e me desejando os pêsames. Parentes e amigos de Jill chegavam toda hora.

Nosso capitão começou o pronunciamento, mas minha cabeça estava muito perdida em pensamentos. Entendi poucas partes, como: "Ela era uma das nossas melhores agente","Sentiremos muito a sua falta Jill..."

Depois, vi as pessoas jogando tulipas por cima do caixão, as flores preferidas dela.

Passaram-se alguns tempos e as pessoas deram um último adeus ao tumulo, e pouco a pouco foram me consolando, falando palavras de conforto.

Claire veio até mim, e falou:

- Chris, por que você não vai lá no tumulo e desabafa um pouco?

- Claire minha irmã, eu vou parecer um louco falando com uma pedra!

- Christopher, finge que é a Jill, talvez você possa tirar um pouco dessa magua que você guarda ai dentro.

Ela da alguns tapinhas na minha costa e vai embora graciosamente.

Me levanto e caminho calmamente entre as tumbas até chegar em uma em que estava escrito: "Jill Valentine. 1974/2006. Em memoria a nossa heroína, que sacrificou a sua vida, para acabar com o bioterrorismo. Onde você estiver, esteja em paz"

Não! Isso não poderia estar acontecendo. Por mais que todo mundo tenha dito que ela não poderia ter sobrevivido a uma queda tão grande, mas ainda tenho esperanças de que um dia irei ver o seu belo rosto novamente, sorrindo para mim.

- Oi Jill... - Minha voz estava como um sussuro e as lágrimas salgadas escorriam até a minha boca enquanto eu falava. - ... eu sei que vocênão está me ouvindo, mas mesmo assim eu vou falar.

Sento naa grama para me sentir mais confortavel e começo a falar:

- Eu sempre precisei de um tempo para mim mesmo, nunca pensei que precisaria do seu apoio quando chorasse. E os dias parecem anos quando estou sozinho. Quando você vai embora, uma parte de mim também se foi. Você percebe o quando eu preciso de você agora?

Meus soluços ficaram mais intensos e eu continuo:

- Eu nunca tinha me sentido assim antes, tudo que eu faço, me lembra você e as roupas que estavam no meu guarda-roupa, elas tem o seu cheiro, eu amo as coisas que você faz.

Pauso e volto:

- Nós fomos feitos um para o outro, para ficarmos juntos, para sempre. Eu sei que fomos. Oh, eu só quero que você saiba que tudo que eu faço, me entrego de corpo e alma. Eu preciso sentí-la aqui comigo para me sentir vivo.

Parei um pouco de soluçar e procegui:

- Quando você vai embora, os pedaços do meu coração sente sua falta. Quando você vai embora, o rosto que eu conheci também me faz falta. Quando você vai embora, as palavras que eu preciso ouvir para levar o meu dia adiante e fazer tudo ficar bem...

Paro de chorar, me levanto e digo melancolicamente:

- Eu sinto a sua falta...

Me ajudem

Oii gente. Passei aqui para tirar um dúvida muito grande que ficou martelando na minha cabeça a semana inteira. É que eu não sei se eu crio um site e continuo as postagens e abandono o blog ou fico por aqui mesmo.

Eu queria mudar porque eu acho mais facil mexer com sites do que com blogs que eu ainda to me acustumando mas certas coisas são dificeis e as vezes não tem como coloca-las aqui no blog. Mas ao mesmo tempo eu queria continuar com o blog porque assim fica mais facil para os leitores acharem.

E ai? O que vocês acham? Eu devo mudar mesmo ou continuar?

To querendo respostas hein... Beijinhos para todos!!

E daqui a pouco eu posto o capítulo novinho que já deveria estar postado.

domingo, 20 de abril de 2014

Meu erro

Claire!
Sim, este é o meu nome. Era eu
quem Leon estava chamando.
Aquele tom de voz preocupado e
desesperado saia de sua boca por
minha causa. Todos os disparos de
sua pistola atingiam a criatura por
esta ter me deixado no chão,
sangrando, morrendo.
Claire!
Sua voz parecia estar mais distante
assim como o som dos passos dele
vindo até mim. Não tinha muito
tempo, esta seria minha única e
última chance de contar a ele. De
lhe dizer tudo o que sentia ao vê-lo.
De fazê-lo saber de como este
homem era especial para mim.
Aquele pensamento era o único
presente em minha cabeça. A única
coisa que queria fazer naquele
momento de desespero, não
somente meu, mas também desse
homem segurando em minha mão
pedindo ajuda.
Aguente firme!
Novamente escutei sua voz, parecia
estar tão longe apesar de ele estar
bem ao meu lado. Não tinha mais
muito tempo. Eu tinha que contar.
Aquele era definitivamente o agora
ou nunca. Apertei sua mão entre
meus dedos com toda a força que
tinha, usando a pouca energia que
ainda me restava para chamar sua
atenção. Minha visão havia
escurecido, mal podia vê-lo e saber
se olhava para mim. Tudo o que
consegui identificar naquela
escuridão fora seu formato corporal.
Leon era um homem forte e muito
bonito. Tentei gravar seu rosto em
minha mente, sua expressão séria,
seu olhar profundo, seu sorriso raro.
Claire?
Ele percebeu. Aquela era a minha
chance. Minha última chance. Abri
minha boca para falar. Minha voz
não saia. A dor era insuportável, mal
conseguia mover meus lábios para
tentar me comunicar. Ao invés da
frase simples e de um significado
tão belo, da minha garganta saiu um
som no qual até eu própria
estranhei. Parecia ser uma espécie
de grito preso tentando esforçar-se
para escapar.
Eu não consegui. Eu falhei.
Não neste exato momento. Não no
meu leito de morte. Eu falhei há
muitos anos. Há muito tempo. Eu
deveria saber que isso um dia
aconteceria. Eu deveria ter
aproveitado o tempo que tive ao
invés de tê-lo jogado fora o adiando,
adiando, adiando. Sempre
acreditando que o veria de novo e
algum dia teria coragem de contar a
ele.
Como fui idiota ao pensar nisso.
Vai ficar tudo bem, fique calma.
Gostaria de poder acreditar nas suas
palavras, gostaria de pensar positivo
e que realmente tudo fosse
melhorar, mas eu sabia que isso não
era verdade. Ele mentia. Pude sentir
a insegurança no que dissera, era
tão evidente quanto seu tom de voz
mais elevando e tão perceptível
quanto a sua pressa também
expressa através dela.
A mão que o segurava estava
começando a perder a sensibilidade,
estava ficando cada vez mais difícil
de sentir sua presença. Escutar o
que ele dizia se tornava uma tarefa,
antes simples, quase impossível.
Aos poucos eu começava a me
sentir separada dele e do resto do
mundo enquanto agonizava nos
braços daquele homem, engasgada
em meu próprio sangue numa busca
desesperada pelo oxigênio.
A minha vontade de viver estava
clara como a luz do sol que se
recusava a iluminar naquele dia
chuvoso. Engraçado como este
clima combinava tanto com meus
sentimentos, era como nos filmes,
mas diferente da maioria que
possuía um final feliz. Este seria o
meu triste destino, partir daqui sem
ter a maravilhosa experiência em ter
a pessoa que eu mais amava ao meu
lado.
Posso ser considerada durona
demais para querer esse tipo de
compromisso e admito, eu realmente
não queria por puro medo de perder
essa pessoa especial, por medo
dela não ser o que eu imaginava,
uma desilusão. Agora meu maior
temor era nunca passar por essa
vida amorosa. Até este exato
momento, não fazia ideia de como
isso faria falta para mim. Se eu
tivesse tentado, pelo menos...
Claire, eu...
Senti seus dedos percorrendo minha
bochecha e deslocando os fios de
cabelo presentes em meu rosto,
minha reação foi fechar os olhos. O
que tentei demonstrar ainda não sei,
minha falsa calma perante a
situação na qual me encontrava,
talvez? Momentos depois, tornei a
abrir meus olhos novamente,
estavam levemente arregalados de
surpresa e não somente de medo
como antes. Na verdade, aquilo que
Leon acabara de me dizer havia, de
certa forma, apaziguado meu
coração partido.
Pelo que narrei, posso aparentar ter
sentido tristeza, todavia tudo o que
sentia era puro desespero.
Sentimento esse que infelizmente
não se fora até meu coração parar
de funcionar junto com todo meu
organismo agora isento de sua alma,
nem mesmo aquela frase, a última
que escutei em minha vida na qual
ficaria marcada em mim para
sempre foi capaz de acabar com ele.
Claire, eu te amo...

Gente, eu sei que essa fanfic LeonxClaire não tem nada a ver com o blog mas eu precisava postar aqui para um amigo. Não se preocupe eu vou continuar o Valenfield Diary normalmente para vocês. Beijinhos!

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Noite de ''amor''

P.D.V. Chris


O dia já estava amanhecendo e podia-se ouvir ao longe os pássaros cantando e a buzina dos carros na avenida.
Na noite passada, eu tinha lido a carta secreta de Jill e deitei-me sobre a cama, chorando muito e soluçando bastante. Não sei como isso aconteceu, mas dedos delicados afagaram meu rosto e limparam minhas lagrimas, mas o estranho era que não tinha ninguém além de mim no quarto.
Depois de um tempo, recebi um beijo de lábios macios e imediatamente dormi.
Acordei com o meu celular vibrando e tocando. Era Claire. Tinha milhares de chamadas perdidas dela e de Barry. Atendi o celular e Claire estava quase gritando e soluçando baixinho.
- Aonde você ta Chris?
- To na casa de Jill.
- O que você ta fazendo ai?
- Estava vasculhando um pouco.
- Achou alguma coisa de interessante?
- Sim.
- O que?
- Uma carta escrita por Jill.
- E dizia o que?
- Que ela me amava.
- Disso eu já sabia.
- E por que não me contou nada?
- Porque ela era minha melhor amiga e me pediu para que eu guardasse segredo.
- Ta bom Claire. Posso passar o dia com você?
- Pode não, deve! Eu e Barry precisamos conversar com você.
- Ok, só vou tomar um banho e já vou. Tchau.
- Chris?
- Fala Claire.
- Toma cuidado por favor.
- Tá bom maninha. Vou ter.
- Ok, tchau.
- Tchau.
Coloquei o celular em cima do criado mudo e fui até o armário pegar uma toalha limpa, todas tinham o cheiro de rosas e lavanda... O mesmo cheiro de Jill.
Minha cabeça já estava quase explodindo. Tudo que eu fazia envolvia ela. Isso já estava me matando por dentro.
Peguei a toalha e fui para o banheiro, fiz tudo o que precisava fazer e dirigi até a casa de minha irmã. Chegando la, fui recebido por uma Claire pálida, com muitas olheiras e com olhos muito vermelhos.
- Chris...
Ela me abraçou forte e começou a chorar em meu ombro, minha camisa já estava ficando encharcada com o rio de lágrimas que minha irmã estava derramando.
- Ela está assim desde que descobriu o que tinha acontecido - Falou alguém com a barba e cabelo vermelho e voz grossa, que logo percebi que era Barry. - não consegui fazer ela parar.
- Obrigada Barry, você fez o que pode.
O ruivo concorda com a cabeça e senta no sofá para assistir a cena.
Afasto o rosto de Claire e fico a encarando com o senho fechado.
- Claire, pare de chorar.
-  Não tem como Chris. Eu perdi minha melhor amiga! Não tem como eu ficar alegre.
-  Eu também perdi minha melhor amiga, mas nem por isso eu estou me derretendo em lágrimas.
- Você é um idiota que tem o coração de pedra. Você não sabe se cuidar e muito menos cuidar de outra pessoa! Você é um MERDA!
Fiquei com raiva, não aguentei e dei tapa na cara de Claire. Ela caiu no chão e me olhou com cara de espanto. Barry rapidamente me pega pelo colarinho e me prende na parede.
- O que deu em você? Esqueceu que ela é sua irmã?
Ele me deu um soco super forte no meu rosto e pude sentir o sangue fresco escorrendo de meu nariz. Me senti muito idiota. Primeiro, não consegui proteger minha parceira e melhor amiga. Depois, eu bato na minha única e querida irmã. Como ela disse, eu sou um merda...
Barry me joga no sofá e ajuda Claire a levantar. Ela estava chorando muito e caminha ate o seu quarto. Meu amigo me encarou com o olhar de ‘’que vergonha!’’ e foi falar com minha irmã.
Fiquei sentado no sofá por um tempo, refletindo o que tinha acontecido de um tempo para cá. Assim que percebi que acabei, andei até  meu quarto. Pude ouvir ao longe, os soluços de Claire e a voz rouca de Barry consolando a garota. 
Minha consciência ficou pesada, então resolvi que não conseguiria ficar em casa depois de tudo que aconteceu. Eu iria para um bar afogar minha tristeza em um copo de cerveja.
Peguei meu carro e fui para um perto de onde morávamos. O movimento era bem pouco, então eu podia ficar mais relaxado. Sentei a frente de uma bancada e fiquei bebendo bastante. Uma dose atrás da outra, sem parar.
Depois de um certo tempo, uma loira linda, com pele bronzeada, alta e com corpo escultural, entrou e se sentou ao meu lado. Primeiro ela pediu uma cerveja e ficou me seduzindo, depois ela mostrou suas garras e começou a jogar seu charme para cima de mim.
-  Olá!
-  Oi.
-   O que um belo rapaz faz sozinho aqui, sentado em uma bar?
-  Não é da sua conta!
- Hey, pra que a estupidez? Só quero conversar com você... – Ela se levanta e sussurra em meu ouvido: - ... amigavelmente.
A bela moça começa a passar a mão por cima da minha camisa e sussurrar coisas bonitas no meu ouvido.
Horas depois já estávamos no apartamento dela, não sei como isso aconteceu. Ela já estava semi-nua e eu também. Arrastei ela para a cama e começamos a fazer amor. Mas eu acabei esquecendo o principal...
... a camisinha.
Acordei no outro dia, com o sol invadindo o amplo quarto. Minha cabeça estava explodindo, pensei que tinha sido apenas um sonho e quando eu iria levantar, senti um peso sobre mim. Era a bela loira.
Definitivamente, não foi um sonho, tinha sido uma realidade muito assustadora.
Olá povo lindo que eu amo! Capítulo novinho, tirado do forno, esses feriados prolongados salvam a minha vida. Bem aconteceu uma parte meia hot, mas como a Rafaela pediu que eu não contasse com muitos detalhes e eu prometi que eu não colocaria, como promessa pra mim é divida, eu cumpri. Obrigada fofa! Bem capítulo postado, eu quero comentários. Beijinhos!

quarta-feira, 26 de março de 2014

Uma carta de amor

P.D.V. Chris 
 
          Acordei com o canto dos pássaros, o sol já atravessava a fina cortina do meu quarto. Pensei estar em casa, mas logo percebi que eu ainda estava na sede europeia da B.S.A.A.. Dormi muito mal na noite passada, minha cabeça parecia que iria explodir e eu estava muito zonzo.
          Me levanto com um pouco de dificuldade e vou imediatamente para o banheiro. Vou para frente da pia, jogo um pouco de agua no meu rosto e me assusto com o meu reflexo no espelho.
Meus olhos estavam vermelhos, meu cabelo estava todo desgrenhado e meu rosto estava todo marcado. Resolvo tomar um banho rápido e vou para a cozinha comer alguma coisa. Não consigo nem sentir o cheiro da comida, não sei porque, mesmo estando com tanta fome, eu não conseguia comer nada.
          O capitão Henry, ligou para mim, avisando que o helicóptero já estava prestes a decolar. Entrei no mesmo e decolamos para Washington D.C. Era estranho viajar sozinho, sem ninguém para conversar. Jill sempre me alegrava, riamos de coisas que não tinham sentido e até mesmo das piadas sem noção que ela fazia. Mas agora estava tudo acabado.
          Encostei minha cabeça na poltrona macia e tentei relaxar um pouco, minha cabeça estava latejando muito, tomei uma aspirina, mas de nada resolveu. Então fiquei olhando a paisagem através da pequena janela.
          Não demorou muito, eu já estava cochilando. Acordei quando estávamos chegando em Washington, meu Deus, dormir até demais. Já estava de noite, quando chegamos na base norte-americana da B.S.A.A. Não entrei no local, apenas pedi um táxi e fui direto para o prédio onde eu morava. Decidi que não iria pro meu, e sim para o de Jill. Como eu tinha a chave, fui logo entrando.
          O apartamento de Jill é muito arrumado.
          O cheiro do perfume dela ainda estava no ar, tudo estava intacto. Andei calmamente pelo lugar e pude perceber que o que mais tinha nas paredes era fotos nossas, nos S.T.A.R.S, na B.S.A.A. e até mesmo quando éramos convidados para alguma festa, fazíamos questão de tirarmos fotos um com o outro, para guardar de lembrança.
          " Bons tempos...'' - Eu pensei. '' Tempos que talvez o tempo não possa trazer de volta.''
          Continuei andando até que cheguei no quarto de minha parceira. Perfumes, shampoos, cremes, etc enfeitavam a pequena mesinha que ficava perto da porta de seu banheiro, olhei em volta e vi uma foto bem antiga minha, de quando eu era ainda da Aeronáutica.
          Vasculhei mais um pouco, e dentro de um diário, encontrei uma carta escrita pelas mãos de Jill, com a data do dia dos namorados. E meu coração quase parou quando eu descobrir que a carta era pra mim...
          Abri cuidadosamente e senti o perfume doce dela, sua letra perfeita estava em um belo contraste com a caneta rosa que ela usou para escrever. No papel estava escrito o seguinte:
          

          “ Caro Chris...
Se você está lendo essa carta é porque, com certeza, alguma coisa aconteceu comigo. Então eu vou falar o que eu sinto sem rodeios: eu estou apaixonada por você a meses, mas eu não sabia como lhe dizer.
Na maioria das vezes, você estava feliz com outras garotas. Por isso, não me atrevi a dizer-lhe o que eu sentia, por medo de você não gostar de mim como eu gosto de você, deixar de fazer você sorrir como eu faço, que vai mudar a opinião sobre mim... você deixar de ser meu amigo e meu companheiro.
Devo admitir que quando conheci você, você parecia ser um pouco arrogante. Mas agora, depois que muitos anos se passaram, eu percebi o meu erro.
Com você, eu passei os melhores anos da minha vida, você não foi como os outros homens que eu trabalhei, você sim, se preocupava com as minhas opiniões ou minhas ideias, se eu tivesse ou não certa. E o mais importante, me escutou e me respeitou.
Chris, você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Valeu a pena ter conhecido você e estar com você e você ter me feito muito feliz. Obrigado por estar sempre lá quando eu precisava, me apoiando quando era óbvio que eu não estava indo muito muito bem... como por exemplo, quando eu peguei meu ex-namorado me traindo com outra.
Lembro-me bem, foi uns dos piores dias da minha vida. Eu tinha acabado de chegar em casa e entrei no meu quarto, encontrei-o com sua suposta namorada. Deus... Eu dei muito na cara dos dois. Depois sai com raiva, sem saber pra onde ir, pois estava muito tarde. Liguei chorando para você, e embora estivesse de madrugada, você me aceitou de braços abertos e deixou eu passar a noite na sua casa.
Você me confortou a noite inteira, você me fez rir com as suas piadas sem graça, não dormiu a noite toda só para me animar. Desde então, comecei a ter uma queda por você.
Você sabe, no último Natal, foi a melhor noite de minha vida, nunca vou me esquecer. Embora eu tenha lhe machucado, não foi minha intenção. Espero que um dia você possa me perdoar pelo que eu disse. Eu não queria ter feito aquilo.
Eu só posso dizer que você é uma pessoa muito bonita, que eu te amo com todo o meu coração, eu espero que você não se esforce demais, o que é muito típico de você.
Seja feliz Chris Redfield.
Um abraço de sua amiga que te ama muito. Jill Valentine...
PS.: Não mude nunca e não fique deprimido pelo que aconteceu... Ninguém nunca irá culpá-lo pela tragédia..."



Olá povo lindo,  finalmente postei o capítulo, mesmo estando atolada de provas para estudar. Mas ok o importante é que o capítulo está pronto. Beijinhos para vocês.! <3

segunda-feira, 3 de março de 2014

Segunda temporada - Tentando superar uma grande perda


P.D.V. Chris


Após o acontecimento que causou a morte de Jill, a equipe de busca da B.S.A.A., começo as buscas pelo corpo de minha parceira. Eu ainda acreditava que ela estava viva, mas ouvi mumurros de outras pessoas dizendo que ela já devia estar morta.
Fiquei sentado em uma ambulância que estava no local, um paramédico da equipe já tinha me avaliado e me liberado, mas eu continuava lá para o caso de alguma nova informação. Enquanto eu estava olhando para o nada, meu capitão chega e fala:
- Posso conversar com você um pouco, Redfield?
- Claro.
Ele caminha até mim e se senta na minha frente.
- Lamento pelo o que aconteceu.
- Agradeço, mas seus lamentos não vai trazer Jill de volta.
- Pare de ser percimista, Chris. Talvez ela ainda esteja viva e não vamos poupar esforços para encontra-lá.
- Eu já estou perdendo as esperanças de encontra-lá viva.
Não acredito que falei isso. Uma parte de mim estava dizendo que ela estava viva sim e estava precisando de ajuda, mas grande parte de mim estava falando que ela tinha partido e eu nunca mais veria a mulher que eu sempre amei.
- Ei, por que você não vai para casa, toma um banho e tenta relaxar. Se encontrar- mos alguma coisa, iremos avisar a você.
- Não! Eu não vou sair daqui enquanto não acharem algum vestígio dela.
No mesmo instante, um membro chega com um boné na mão e eu logo o reconheço como sendo o de Jill.
- Desculpa senhor, mas a única coisa que encontramos foi isso... - Diz ele mostrando o boné azul. - ... por hoje é só. Continuaremos amanhã de manhã.
Rapidamente me levanto, mesmo os meus músculos quase gritando de dor e pego o chapéu.
- Vocês não podem parar de trabalhar! São pagos para isso.
- Sinto muito, mas está muito escuro e não podemos trabalhar assim. Continuamos amanhã cedo.
Vendo que eu não poderia fazer nada, fiquei calado vendo a equipe de buscar entrando nos carros e indo embora. Meu capitão coloca a mão em meu ombro e fala:
- Chris, eu vou te levar para casa. Você não está em condições para dirigir.
- Não capitão, eu tenho condições sim de ir sozinho para casa. Não se preocupe comigo.
- Deixe o orgulho de lado Redfield, eu vou levar você e depois eu peço para alguém levar o seu carro.
Não reclamei, até porque eu não estava em condições mesmo de dirigir. Nos levantamos e fomos até o carro do capitão que estava estacionado não muito longe dali.
A noite estava calma e o únicos barulhos que ouvíamos era o motor do carro e o coachar dos sapos. Estávamos na Europa, então estranhei quando ele disse que iriamos para casa, então perguntei:
- Estamos indo para onde?
- Para a sede da B.S.A.A. daqui da Europa, você vai passar a noite lá e eu vou organizar alguns papeis. Vou preparar um helicóptero para você decolar para Washington amanhã cedo.
Concordei e após meia hora, já estávamos na sede. Como fazemos parte da equipe, fomos muito bem recebidos.
Meu quarto era luxuoso e bem grande, exclusivos para os originais fundadores da empresa, mas nada daquilo me importava, eu apenas queria minha parceira de volta.
Ainda não tinha caído a ficha que ela tinha se jogado com meu pior inimigo, apenas para me salvar. Não entendo o motivo pela qual ela fez isso, seria por nossa amizade, ou apenas pela nossa parceira de tantos anos?
Eu nunca saberia da resposta, então resolvi tirar aquela roupa pesada e tomar um banho. Assim que terminei, fui para a cama tentar descançar e depois de tanto virar na cama, consigo dormir com um pouco de dificuldade.



Oiie gente! O capítulo veio mais rápido e pequeno, apenas para começar a segunda temporada da fanfic, a parte mais dramática da história :'( bem espero que tenham gostado. Beijos!!!

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Lost in Nightmares - Uma perda insubstituível

~Narrador On~

Chovia muito forte quando Jill e Chris desceram do helicóptero. Eles andaram calmamente, tendo todo o cuidado caso visse algum perigo. Os dois pararam na frente da porta, a mansão se parecia muito com a da montanha Arklay, a porta era mais cara e clara, de melhor qualidade e os ornamentos eram mais elaborados. Logo eles perceberam que a propriedade era mesmo de O.E. Spencer.
- Está pronta parceira? - Chris pergunta a Jill com um olhar preocupado.
- Sim. - Ela respondeu segurando firme o punho da arma.
- Ok, no três... Um... Dois... Três!
Chris virou lentamente a maçaneta, ele entrou e em seguinda Jill fez o mesmo. Mal eles sabiam que dentro daquela propriedade, havia um perigo enorme...

~Tempos depois~

Os dois avistaram uma porta dupla no fim do corredor escuro e resolveram ver o que tinha além dela. Assim que Chris e Jill abriram a porta, se assustaram com o que viram.
- Mas o que? - Chris sussurrou atordoado.
Na frente deles, um homem, de pé, estava de costa para eles. Ele era bem alto e magro, mas parecia bastante resistente; seu cabelo era loiro quase cinza, usava uma roupa toda preta e estava olhando a tempestade atravez da janela do quarto.
No chão, e a poucos metros dele, estava caído Spencer. Estava deitado de qualquer forma e no meio a uma poça de sangue. Sua cadeira de rodas estava no seu lado. O homem virou- se para eles e dou um sorriso. Chris logo soube quem ele era.
- Wesker! - Ele gritou e começou a disparar.
Jill fez o mesmo, mas Wesker desviava de todas as balas que os jovens agentes disparavam. Chris vendo que a arma não estava dando certo, resolveu guardar a mesma e tentou atingir o loiro com os punhos, mas foi inútil. Wesker foi mais rápido e forte, esquivando de todos os golpes e atingindo Chris com o peito da mão e mandando-o para o outro lado da sala.
Jill esqueceu de atirar por alguns segundos, olhando para o seu companheiro que foi espancado e lançado como se não pesasse nada. Chris piscou, confuso, quando Wesker se aproximou dela muito rapidamente. O loiro pegou Jill e a arremeçou na estante de livros. A morena caiu e ficou arfando.
Wesker se moveu rapidamente na direção de Chris, o malvado pegou-o pelo pescoço violentamente e arrastou Chris ao longo de uma longa mesa de madeira. Quando o membro da B.S.A.A. caiu no chão, Wesker pegou ele pelo colarinho da camisa e começou a estrangula-lo.
Ele tentou com todas as forças sair dessa situação, mas viu que não iria dar certo. Chris conseguiu olhar para sua parceira que estava tentando recuperar o ar, o rapaz queria que ela saísse daquele lugar e ele tinha toda certeza que assim que Wesker matasse ele, o loiro mataria Jill também.
Jill não poderia sair daqui enquanto Wesker estava com seu melhor amigo, parceiro... e alguém importante para ela. Ela não podia permitir que ele morresse de qualquer jeito. Então ela teve uma ideia...
... iria se jogar com Wesker para salvar a vida do homem que ela amava.
E foi isso que Jill fez. Correu com toda velocidade, passou os braços em volta do loiro se se jogou abismo abaixo, salvado seu companheiro.
Chris caiu no chão e levantou imediatamente quando percebeu o que sua parceira tinha feito.
- JIIILLLLLLLLL!!! - Ele viu sua melhor amiga e seu pior inimigo caindo juntos e ele não pode fazer nada para salvar a garota que ele amava.
Ele começou a sentir suas pernas falharem, tremendo incontrolavelmente. Chris caiu no chão, sentindo seus olhos arderem e as lágrimas ameaçando a derramar e ele percebeu o que tinha acontecido...
... Jill tinha se sacrificado para salvar a vida dele...


Olá pessoal! Criei vergonha na cara e resolvi escrever. Infelizmente acabou a primeira temporada, a próxima será mais dramática narrada apenas por Chris (talvez eu coloque de vez em quando alguém pra narrar com ele). Talvez demore um pouco para eu postar, pois estudo em escola de tempo integral (que fica o dia todo) e quase não tenho tempo para escrever, só nos finais de semana. Bem acho que é só. Beijinho beijinho e tchau tchau!