quarta-feira, 26 de março de 2014

Uma carta de amor

P.D.V. Chris 
 
          Acordei com o canto dos pássaros, o sol já atravessava a fina cortina do meu quarto. Pensei estar em casa, mas logo percebi que eu ainda estava na sede europeia da B.S.A.A.. Dormi muito mal na noite passada, minha cabeça parecia que iria explodir e eu estava muito zonzo.
          Me levanto com um pouco de dificuldade e vou imediatamente para o banheiro. Vou para frente da pia, jogo um pouco de agua no meu rosto e me assusto com o meu reflexo no espelho.
Meus olhos estavam vermelhos, meu cabelo estava todo desgrenhado e meu rosto estava todo marcado. Resolvo tomar um banho rápido e vou para a cozinha comer alguma coisa. Não consigo nem sentir o cheiro da comida, não sei porque, mesmo estando com tanta fome, eu não conseguia comer nada.
          O capitão Henry, ligou para mim, avisando que o helicóptero já estava prestes a decolar. Entrei no mesmo e decolamos para Washington D.C. Era estranho viajar sozinho, sem ninguém para conversar. Jill sempre me alegrava, riamos de coisas que não tinham sentido e até mesmo das piadas sem noção que ela fazia. Mas agora estava tudo acabado.
          Encostei minha cabeça na poltrona macia e tentei relaxar um pouco, minha cabeça estava latejando muito, tomei uma aspirina, mas de nada resolveu. Então fiquei olhando a paisagem através da pequena janela.
          Não demorou muito, eu já estava cochilando. Acordei quando estávamos chegando em Washington, meu Deus, dormir até demais. Já estava de noite, quando chegamos na base norte-americana da B.S.A.A. Não entrei no local, apenas pedi um táxi e fui direto para o prédio onde eu morava. Decidi que não iria pro meu, e sim para o de Jill. Como eu tinha a chave, fui logo entrando.
          O apartamento de Jill é muito arrumado.
          O cheiro do perfume dela ainda estava no ar, tudo estava intacto. Andei calmamente pelo lugar e pude perceber que o que mais tinha nas paredes era fotos nossas, nos S.T.A.R.S, na B.S.A.A. e até mesmo quando éramos convidados para alguma festa, fazíamos questão de tirarmos fotos um com o outro, para guardar de lembrança.
          " Bons tempos...'' - Eu pensei. '' Tempos que talvez o tempo não possa trazer de volta.''
          Continuei andando até que cheguei no quarto de minha parceira. Perfumes, shampoos, cremes, etc enfeitavam a pequena mesinha que ficava perto da porta de seu banheiro, olhei em volta e vi uma foto bem antiga minha, de quando eu era ainda da Aeronáutica.
          Vasculhei mais um pouco, e dentro de um diário, encontrei uma carta escrita pelas mãos de Jill, com a data do dia dos namorados. E meu coração quase parou quando eu descobrir que a carta era pra mim...
          Abri cuidadosamente e senti o perfume doce dela, sua letra perfeita estava em um belo contraste com a caneta rosa que ela usou para escrever. No papel estava escrito o seguinte:
          

          “ Caro Chris...
Se você está lendo essa carta é porque, com certeza, alguma coisa aconteceu comigo. Então eu vou falar o que eu sinto sem rodeios: eu estou apaixonada por você a meses, mas eu não sabia como lhe dizer.
Na maioria das vezes, você estava feliz com outras garotas. Por isso, não me atrevi a dizer-lhe o que eu sentia, por medo de você não gostar de mim como eu gosto de você, deixar de fazer você sorrir como eu faço, que vai mudar a opinião sobre mim... você deixar de ser meu amigo e meu companheiro.
Devo admitir que quando conheci você, você parecia ser um pouco arrogante. Mas agora, depois que muitos anos se passaram, eu percebi o meu erro.
Com você, eu passei os melhores anos da minha vida, você não foi como os outros homens que eu trabalhei, você sim, se preocupava com as minhas opiniões ou minhas ideias, se eu tivesse ou não certa. E o mais importante, me escutou e me respeitou.
Chris, você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Valeu a pena ter conhecido você e estar com você e você ter me feito muito feliz. Obrigado por estar sempre lá quando eu precisava, me apoiando quando era óbvio que eu não estava indo muito muito bem... como por exemplo, quando eu peguei meu ex-namorado me traindo com outra.
Lembro-me bem, foi uns dos piores dias da minha vida. Eu tinha acabado de chegar em casa e entrei no meu quarto, encontrei-o com sua suposta namorada. Deus... Eu dei muito na cara dos dois. Depois sai com raiva, sem saber pra onde ir, pois estava muito tarde. Liguei chorando para você, e embora estivesse de madrugada, você me aceitou de braços abertos e deixou eu passar a noite na sua casa.
Você me confortou a noite inteira, você me fez rir com as suas piadas sem graça, não dormiu a noite toda só para me animar. Desde então, comecei a ter uma queda por você.
Você sabe, no último Natal, foi a melhor noite de minha vida, nunca vou me esquecer. Embora eu tenha lhe machucado, não foi minha intenção. Espero que um dia você possa me perdoar pelo que eu disse. Eu não queria ter feito aquilo.
Eu só posso dizer que você é uma pessoa muito bonita, que eu te amo com todo o meu coração, eu espero que você não se esforce demais, o que é muito típico de você.
Seja feliz Chris Redfield.
Um abraço de sua amiga que te ama muito. Jill Valentine...
PS.: Não mude nunca e não fique deprimido pelo que aconteceu... Ninguém nunca irá culpá-lo pela tragédia..."



Olá povo lindo,  finalmente postei o capítulo, mesmo estando atolada de provas para estudar. Mas ok o importante é que o capítulo está pronto. Beijinhos para vocês.! <3

segunda-feira, 3 de março de 2014

Segunda temporada - Tentando superar uma grande perda


P.D.V. Chris


Após o acontecimento que causou a morte de Jill, a equipe de busca da B.S.A.A., começo as buscas pelo corpo de minha parceira. Eu ainda acreditava que ela estava viva, mas ouvi mumurros de outras pessoas dizendo que ela já devia estar morta.
Fiquei sentado em uma ambulância que estava no local, um paramédico da equipe já tinha me avaliado e me liberado, mas eu continuava lá para o caso de alguma nova informação. Enquanto eu estava olhando para o nada, meu capitão chega e fala:
- Posso conversar com você um pouco, Redfield?
- Claro.
Ele caminha até mim e se senta na minha frente.
- Lamento pelo o que aconteceu.
- Agradeço, mas seus lamentos não vai trazer Jill de volta.
- Pare de ser percimista, Chris. Talvez ela ainda esteja viva e não vamos poupar esforços para encontra-lá.
- Eu já estou perdendo as esperanças de encontra-lá viva.
Não acredito que falei isso. Uma parte de mim estava dizendo que ela estava viva sim e estava precisando de ajuda, mas grande parte de mim estava falando que ela tinha partido e eu nunca mais veria a mulher que eu sempre amei.
- Ei, por que você não vai para casa, toma um banho e tenta relaxar. Se encontrar- mos alguma coisa, iremos avisar a você.
- Não! Eu não vou sair daqui enquanto não acharem algum vestígio dela.
No mesmo instante, um membro chega com um boné na mão e eu logo o reconheço como sendo o de Jill.
- Desculpa senhor, mas a única coisa que encontramos foi isso... - Diz ele mostrando o boné azul. - ... por hoje é só. Continuaremos amanhã de manhã.
Rapidamente me levanto, mesmo os meus músculos quase gritando de dor e pego o chapéu.
- Vocês não podem parar de trabalhar! São pagos para isso.
- Sinto muito, mas está muito escuro e não podemos trabalhar assim. Continuamos amanhã cedo.
Vendo que eu não poderia fazer nada, fiquei calado vendo a equipe de buscar entrando nos carros e indo embora. Meu capitão coloca a mão em meu ombro e fala:
- Chris, eu vou te levar para casa. Você não está em condições para dirigir.
- Não capitão, eu tenho condições sim de ir sozinho para casa. Não se preocupe comigo.
- Deixe o orgulho de lado Redfield, eu vou levar você e depois eu peço para alguém levar o seu carro.
Não reclamei, até porque eu não estava em condições mesmo de dirigir. Nos levantamos e fomos até o carro do capitão que estava estacionado não muito longe dali.
A noite estava calma e o únicos barulhos que ouvíamos era o motor do carro e o coachar dos sapos. Estávamos na Europa, então estranhei quando ele disse que iriamos para casa, então perguntei:
- Estamos indo para onde?
- Para a sede da B.S.A.A. daqui da Europa, você vai passar a noite lá e eu vou organizar alguns papeis. Vou preparar um helicóptero para você decolar para Washington amanhã cedo.
Concordei e após meia hora, já estávamos na sede. Como fazemos parte da equipe, fomos muito bem recebidos.
Meu quarto era luxuoso e bem grande, exclusivos para os originais fundadores da empresa, mas nada daquilo me importava, eu apenas queria minha parceira de volta.
Ainda não tinha caído a ficha que ela tinha se jogado com meu pior inimigo, apenas para me salvar. Não entendo o motivo pela qual ela fez isso, seria por nossa amizade, ou apenas pela nossa parceira de tantos anos?
Eu nunca saberia da resposta, então resolvi tirar aquela roupa pesada e tomar um banho. Assim que terminei, fui para a cama tentar descançar e depois de tanto virar na cama, consigo dormir com um pouco de dificuldade.



Oiie gente! O capítulo veio mais rápido e pequeno, apenas para começar a segunda temporada da fanfic, a parte mais dramática da história :'( bem espero que tenham gostado. Beijos!!!