sábado, 21 de dezembro de 2013

Se preparando para um nova missão

P.D.V. Jill
~Flashback on~
Tudo aconteceu muito rápido, primeiro eu estava cuidando do ferimento de Chris, depois começamos a conversar e quando me dei conta, meu parceiro já estava por cima de mim, com os lábios praticamente sobre os meus.
Eu realmente queria que isso continuasse, mas ao mesmo tempo não queria. Tenho medo que o meu amor por ele não seja correspondido... Saio rapidamente de onde eu estava deitada e Chris me encara como se não estivesse entendendo nada.
- Jill, eu sinto muito...
-  Não Chris, eu que tenho que pedir desculpas...
~Flashback off~
Meses se passaram depois que tudo isso aconteceu, naquele dia, Chris me pediu desculpas varias vezes, não sei porque e eu me senti como uma idiota por não ter coragem de novo em dizer o que eu sinto de verdade. Agora eu estou aqui, debruçada em minha janela e olhando para a rua lá embaixo.
Tudo parecia tão parado, sem graça. As pessoas caminhavam lentamente curtindo o sol que apareceu um pouco tímido para esses lados de Nova York. De repente, meu telefone toca ao longe e eu caminho para atender.
- Alô?
- Jill, sou eu, OBrian...
- Ah sim. Como vai diretor?
- Eu estou bem. Preciso que você e Chris venham aqui na sede, porque chegaram novas informações sobre Wesker.
Meu coração travou quando eu ouvir o nome desse cara.
- Você tem certeza do que está falando?
- Absoluta Jill. Agora venha o mais rápido possível para a sede e não se esqueça de chamar Chris.
- Tudo bem.
- Ah e mais uma coisa... Não fale para ele do que se trata.
Desligamos o telefone e me sento um pouco no sofá para colocar as ideias no lugar. Não é possível que esse bastardo ainda está vivo, vagando pelo mercado negro.
Levanto-me com um pouco de dificuldade e vou para o meu quarto trocar de roupa.
P.D.V. Chris
Eu estava no banheiro fazendo minha barba, quando alguém bate na minha porta. Surpreendo-me quando vejo que era Jill.
- Jill? O que você está fazendo aqui tão cedo?
- Desculpa Chris, mas OBrian chamou a gente para uma reunião agora.
- Aconteceu alguma coisa?
Ela hesitou um pouco, mas logo respondeu:
- Não, bem eu acho que não. O diretor não falou nada. Apenas disse que tínhamos que estar lá o mais rápido possível.
- Ok, só vou trocar de roupa e já estamos indo.
- Hahaha, por que você não vai de toalha mesmo? Fica bom!
- Vai sonhando Jill.
Entro no meu quarto e escolho uma roupa que seja propícia para reuniões. Pego minha carteira e a chave do carro e desço de volta para a sala, onde Jill me esperava sentada.
- Vamos?
- Claro!
Saímos do nosso prédio e entramos no meu carro. Enquanto eu dirigia, percebo que Jill estava um pouco calada, apenas olhando a para a paisagem lá fora.
- Jill?
Ela não responde, parecia estar perdida em seus pensamentos, alguma coisa tinha acontecido. Tiro uma das minhas mãos do volante e coloco em sua perna, ganhando sua atenção.
- Você falou comigo Chris?
- Sim, o que aconteceu com você?
- Ah nada não... Por que perguntas?
- Você está tão calada, desde quando você me cumprimentou mais cedo.
- Er... Ela gagueja um pouco Não aconteceu nada, você não precisa se preocupar.
- Tudo bem, mas se alguma coisa estiver incomodando você, pode falar ok? - Ela sorri e eu retribuo.
Continuo dirigindo até que chegamos na sede da B.S.A.A.. OBrian estava sentado na sala principal estava esperando por nós.
- Valentine e Redfield, que bom que chegaram! Eu preciso conversar imediatamente com vocês dois.
Fomos para a sala de reuniões, nos sentamos no nosso lugar de sempre e o diretor começou a falar:
- O que eu vou falar, interessa muito a vocês dois, principalmente a você Chris...
- A mim? Por que?
Ele liga o projetor e aparece a imagem de um cara loiro encapuzado.
- Há um tempo atrás recebemos uma informação um pouco assustadora. Nos disseram que no meio de uma floresta na Rússia, havia uma mansão idêntica a de Arklay. Fomos investigar e realmente existe essa mansão e ela pertence a Spencer. E descobrimos também que Wesker pode estar vivo.
Minha respiração praticamente travou em minha garganta. Wesker vivo? Isso não poderia ser verdade.
- Diretor OBrian, você tem certeza que Albert Wesker ainda está vivo?
- Certeza absoluta agente Redfield. Bem, eu vou mandar vocês dois para essa missão.
- Mas diretor, não podemos ir sozinhos. Jill fala.
- Eu mandarei uma equipe com vocês, para o caso de alguma coisa acontecer.
- Tudo bem, a que horas iremos sair? Questiono.
- Bem, eu vou mandar o helicóptero partir às 10 da noite, mas venham uma hora antes para vestirem o uniforme e ficarem mais preparados. Estão liberados.
Saímos da sala de reuniões e fomos direto para o estacionamento.
- Eu ainda não acredito que aquele cara está vivo. Comenta Jill.
- Eu também não, pensei que aquele filho da mãe estava queimando no mármore do inferno.
- Bem, ele vai queimar quando pegarmos e matarmos ele.
Rimos com o comentário dela e entramos no carro para ir para casa. Só achei estranho o fato de Jill não ter se espantado com a noticia que Wesker está vivo.
- Jill?
- Fale...
- Percebi que você não ficou muito impressionada quando soube que Wesker estava vivo.
Ela vacilou um pouco e responde:
- Hum... Eu já sabia sobre isso...
- Você... Sabia?
- Sim. OBrian me ligou de manhã cedo e me avisou.
- Por que você não me contou? Nunca escondemos nada um do outro.
- Desculpa, mas o diretor pediu sigilo, eu e ele sabemos que você é pavio curto.
- Sim, mas não custava nada ter falo para mim.
- Chris, não fui eu que quis fazer isso, foi OBrian que pediu, então não brigue comigo.
- Tudo bem, não é culpa sua. Quer ir pro meu apartamento?
P.D.V. Jill
- Ah, claro. Se não for um incomodo.
- Claro que não bobinha.
- Tudo bem, se você insiste.
Chris continuou dirigindo. Senti uma coisa esquisita sobre essa mansão, como se alguma coisa fosse dar errado. Nunca senti isso, nem nas missões mais perigosas, mas agora senti. Resolvi esquecer isso, talvez eu estivesse errada e que nada de ruim iria acontecer, afinal de contas eu vou estar com Chris, e ele nunca deixaria que algo de ruim acontecesse comigo.
Finalmente chegamos, Chris estaciona o carro na garagem e depois subimos para o apartamento dele, que primeira vez na vida está tudo arrumado.
- Meu Deus, o que aconteceu aqui?
- Pelo que eu saiba, nada. Por que?
- Porque está tudo tão arrumadinho. Os Redfields tem o costume de ser bagunceiros.
- Ei, minha irmã não é tão bagunceira assim.
- Tem certeza? A ultima vez que eu fui na casa dela, tinha pizza até dentro do banheiro.
- Claire não bate muito bem da cabeça. Você quer chocolate quente?
- Só se você me deixar ajudar.
- Tudo bem, vamos.
Fomos para a cozinha, Chris estava fazendo o chocolate, enquanto eu estava pegando os copos. Uma sensação estranha correu pelo meu corpo e eu acabei deixando o copo cair.
- Jilly, o que aconteceu?
Não respondi, apenas comece a chorar e meu parceiro rapidamente veio me abraçar.
- Hey, o que foi?
- Chris eu estou com medo.
- Medo de que?
- Medo dessa missão. Alguma coisa vai dar errado. Ele se afasta e fica me encarando.
- Nada vai acontecer, ok? Agora para de chorar porque eu não quero ver você chorando. Ele fala enquanto limpava minhas lagrimas. Vai dar tudo certo, eu vou proteger você, não se preocupe. Eu vou cuidar de você.
- Meus soluços pararam e eu o ajudo a pegar os cacos de vidro que ficou espalhado pelo chão. Depois voltamos a fazer a bebida. Conversamos bastante, até dar 8:00 da noite e então saímos. Tudo parecia estar tão melancólico e sem vida.
- Não havia pessoas passando pelas ruas, havia apenas algumas prostitutas querendo ganhar dinheiro para se sustentarem. Chegamos na sede e fomos cumprimentados pelo pessoal do turno da noite, nosso capitão veio nos cumprimentar.
- Olá meus agente favoritos! Estão preparados para a missão?
- Sim, apenas um pouco com sono.
- Ah, mas tudo bem, assim que isso tudo acabar, vocês poderão descansar a vontade. - Bem, eu vou ter que me vestir, com licença.
- Claro Valentine, eu e Redfield iremos conversar um pouco.
P.D.V. Chris
- Assim que Jill saiu nosso capitão falou:
- Você está apaixonado por ela, não é?
- Senhor...
- Chris, por enquanto esqueça que eu sou seu superior, me veja apenas como um amigo.
- Tudo bem.
- Agora me responda, você está ou não apaixonado por Jill?
- Sim, eu estou apaixonado por ela.
- Eu já tinha percebido esse seu comportamento estranho quando está perto dela e realmente, ela é uma garota de ouro.
- Mas eu não sei se ela sente o mesmo por mim.
- Talvez sim, Jill é um pouco tímida nesses assuntos.
- Sim, eu vou tomar coragem e contar tudo para ela.
- Esse é meu garoto! Disse ele dando leves tapinhas em minha costa. Vou falar para o piloto ligar o motor do helicóptero.
- Ok.
Ele pega o elevador e vai para o heliporto, fico pensando um pouquinho no que ele disse e volto a realidade assim que Jill toca meu ombro.
- Pronto parceiro?
- Claro parceira.
Caminhamos até nossos armários e quando chegamos Jill pergunta:
- Chris, posso fazer uma pergunta?
Claro. - Por que você está estranho comigo?
- Estranho? Como assim?
- Toda vez que eu estou perto de você, parece que muda de uma hora para outra. Você sempre fica nervoso. Suspirei em derrota, sabendo que ela praticamente sabia.
- Eu vou contar para você assim que essa missão acabar, ok?
- Por que não pode ser agora?
- Porque eu preciso encontrar as palavras certas para te contar.
- Tudo bem. Mas você promete que vai me contar o que está te perturbando?
- Sim, eu prometo.
Arrumamos nosso armamento e subimos para o heliporto, o tempo estava nublado e um vento frio batia em nosso rosto. Subimos no helicóptero e começamos a olhar o mapa da região em que iríamos investigar.
- A gente vai entrar pela entrada principal e iremos vasculhar tudo. Eu falo.
- Tudo bem. - Jill, eu quero que você tome muito cuidado com essa missão. Não sabemos o que tem dentro daquela mansão.
Ela sorri e me da um beijo na bochecha.
- Pode deixar, eu sei que você vai me proteger, né?
- Claro que sim, mas você sem que se cuidar mocinha.
- Pode deixar parceiro!
Continuamos conversando e em um momento Jill acaba dormindo e coloca a cabeça sobe o meu ombro. Ela parecia tão perfeita, quer dizer, ela é perfeita.
Espero que ocorra tudo bem nessa missão, para que no final eu possa dizer o quanto eu amo ela...

sábado, 14 de dezembro de 2013

Tentativa de aproximação

P.D.V. Chris
Assim que Jessica foi embora, me joguei no meu sofá e fiquei pensando em como estaria Jill em uma dessa. Será que ela realmente ficou com raiva de mim ou apenas falou da boca pra fora? Isso eu não sei, só sei que eu devo pedir desculpas para ela...
Bem, se ela aceitar o meu pedido de desculpas...
Levantei meu traseiro do sofá e caminhei preguiçosamente para o apartamento de Jill que fica bem na frente do meu. Bati e rezei para que minha parceira abrisse. Mas quando a porta realmente abril, fiquei com raiva.
Carlos...
Redfield! O que você que?
Carlos, chegou alguém... Chris? O que você ta fazendo aqui?
Eu quero falar com você Jill.
Sai daqui, ela não tem mais nada pra falar com você! - O latino coloca a mão no meu peito e me empurra para fora.
Em um movimento rápido, seguro a mão dele e aperto.
Pelo que eu saiba, você não manda e nem vai mandar nela, então dá licença!
Licença o caramba! Você magoou muito a Jill, então porque você não procura aquela sua namoradinha mentirosa e não vai fazer carinho nela?
Cala a boca vocês dois. Chris, por favor, vai embora, eu não tenho mais nada para falar com você!
Jill, dá pra você escutar. Eu só quero conversar e depois eu vou embora.
Assim que termino de falar, sou acertado com um soco no rosto vindo de Carlos e me seguro no batente da porta para não cair.
Isso é pra você não nós perturbar e agora vai embora!
Me viro e olho furiosamente para Carlos, que me encarava com um sorriso vitorioso no rosto.
Agora você vai aprender a não me bater mais, seu latinozinho de merda.
Dou um soco não muito forte em Carlos e ele revida, só que desvio e continuamos brigando no corredor, até que Jill grita:
Carlos e Chris! Se vocês não pararem de brigar agora, eu vou ai e dou uma surra nos dois!
Paramos na hora, porque não queríamos apanhar de uma mulher. Seria muita humilhação.
Carlos, você pode ir embora, obrigado por sua companhia.
Mas Jill...
Carlos, faz o que eu mando, por favor!
Tudo bem. Eu sei que você quer ficar com o seu amiguinho, mas a próxima vez que ele te decepcionar, não vem ligar pra mim que eu não vou ficar ouvindo o meu mimimi.
Primeiro, não fui eu que liguei pra você, foi você que veio na minha casa por livre e espontânea vontade e segundo, se eu quiser desabafar, eu desabafo com o meu cachorro, pelo menos ele vai me ouvir sem dar opiniões idiotas. Bem, agora que eu já terminei, você pode ir embora.
Jilly, você está chamando minhas ideias de idiota?
Não Carlos, você é um idiota por si só. Agora tchau!
Ele se levanta meio cambaleante e vai embora sem olhar para tras e quando pensei que Jill iria me dar uma bronca maior, ela fala:
E você Chris, entra. Vamos limpar esse seu nariz sujo de sangue. Entramos e o lutar estava com um incrível cheiro de lavanda, o tipico cheiro de Jill e imediatamente fui recebido por Dick, que pulou em cima de mim quando me viu.
E ai garoto? Cuidou bem da sua mãe?
O cachorro late como se estivesse afirmando. Jill sorri com a cena e fala:
Chris, senta no sofá.
Faço o que ela pede e minha parceira senta na minha frente para poder limpar o sangue que escoria do meu nariz.
Quantas vezes eu tenho que dizer que não é pra você se meter em brigas, senhor Redfield?
Desculpa doutora Valentine, mas aquele cara me tira do serio.
Ei, para de fazer graça! Eu to falando serio.
Eu também to, ok?
Hahaha. Bem o que você queria falar comigo?
Eu queria te pedir desculpas pelo que eu fiz naquele dia que Jessica deu um escândalo aqui na sua casa.
Caiu na real foi?
Hahaha muito engraçado! Sim, percebi que eu sou um completo idiota e Jessica só queria me enganar com aquele filho falso.
Você é idiota mesmo Chris! Tava mais que na cara que ela estava mentido e você caiu feito um patinho.
Puxa Jill, obrigado pelo conselho.
Não estou criticando, só estou falando que você conhece muito bem a garota com quem você namorou e sabe que ela não é muito confiável e do nada ela aparece gravida. Claro que só poderia ser mentira.
Tudo bem, já aprendi a lição. Da próxima vez eu tenho que valorizar mais a opinião da minha parceira.
Jill da um risada sem graça e cora um pouquinho. Ela ficava linda com o rostinho vermelho de vergonha, quer dizer, ela sempre foi linda. Fiquei sorrindo igual a um bobo quando ela me olhou no olhos, mas depois me senti constrangido e perguntei:
O que ouve entre você e Carlos?
O sorriso dela imediatamente desapareceu, ela colocou o kit de primeiro socorros e se senta ao meu lado.
Ah... Nada de mais. Ele chegou aqui, conversou um pouco comigo, me roubou um beijo, apesar de eu não corresponder e depois acabamos na cama.
Na cama Jill? Perguntei com a voz meia tremula.
Ei, quando eu disse que acabamos na cama, é que eu acabei dormindo e Carlos me levou para a minha cama, só isso. Não pense besteira...
Soltei um suspiro de alivio ao ouvir aquilo, a ultima coisa que eu queria era aquele latino metido, dormisse com a garota que eu amo.
E com você e a Jessica... rolou alguma coisa?
Não senti firmeza nas palavras de Jill, era como se ela estivesse com medo de que estivesse rolado alguma coisa entre mim e a piranha da Jessica.
É claro que não Jilly.
Hum... Que bom hein.
Deixa de ser ciumenta garota.
E desde quando eu sou ciumenta?
Desde sempre mocinha.
Rimos e eu começo a fazer cócegas nela, nos jogamos no sofá e Jill não parava de dar gargalhadas altas.
Chris, para por favor!
Eu paro e ficamos nos encarando por um momento, até abaixei minha cabeça mais um pouquinho e pude sentir sua respiração quente e ofegante... ... quando percebi, nossos lábios já estavam se tocando...